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Reerguendo-se ao Luar romance Capítulo 1

Nadine Teixeira acabara de sair do hospital.

O celular em sua bolsa tocou.

Era Gleidson Rocha, seu marido.

Do outro lado da linha, uma voz feminina soou em meio a um fundo barulhento:

— Senhora, o Sr. Rocha bebeu demais. Venha buscá-lo, por favor.

Nadine abriu a boca, mas apenas um som inarticulado saiu.

Em seguida, bateu três vezes no microfone do celular com o dedo.

Era o sinal combinado para dizer que havia entendido.

Algo que Gleidson a ensinara.

— Clube Número Oito. Venha logo.

Nadine guardou o celular, abriu o guarda-chuva e correu para a chuva torrencial.

Esperou na beira da estrada congestionada e, com dificuldade, conseguiu parar um táxi.

...

Do lado de fora da sala VIP, vozes de homens e mulheres vazavam.

Ela apertou as mãos, nervosa.

Em seis anos de casamento, Gleidson nunca a levara para eventos sociais.

Ela era muda.

E não se dava bem em situações sociais.

Não estava nem um pouco preparada para um encontro tão repentino.

A porta se abriu de repente.

Um rosto com maquiagem pesada surgiu diante de seus olhos.

— Ora, você realmente veio.

A porta se escancarou e a mulher se virou, rindo.

— Parem de gritar! A Sra. Rocha tem algo a dizer!

Eles riram alto e sem pudor.

Se ela conseguisse falar, até porcos poderiam voar.

Nadine olhou para dentro, preocupada, mas não viu Gleidson.

Ela digitou uma linha de texto no celular: Onde ele está?

A mulher sorriu com malícia.

— Estávamos jogando e a prenda era usar o celular do Sr. Rocha. Achamos que você não teria coragem de vir.

— O Sr. Rocha nunca te traz para sair porque ele não queria passar vergonha. Você não tem nem esse pingo de autoconsciência?

Então por que ligaram para ela?

Era para humilhação pura e simples.

O rosto pequeno de Nadine, do tamanho da palma de uma mão, corou de raiva.

A mulher zombou.

Arrastando o corpo pesado, ela não soube como conseguiu sair correndo do clube.

Raios e trovões cortavam o céu.

Uma luz assustadora iluminou seu rosto e ela caiu no chão, apavorada.

Uma bola de algodão parecia entupir sua garganta.

Ela queria tanto gritar.

Mas não conseguia.

Não tinha nem o direito de chorar.

...

Família Rocha.

Gleidson chegou antes de Nadine.

O homem varreu a mansão silenciosa com o olhar.

— Onde está a mudinha?

A empregada pegou o paletó de seu terno.

— Sr. Rocha, a Sra. Rocha foi ao hospital visitar o seu avô. Ainda não voltou. O senhor quer que eu vá buscá-la de carro?

— Não se preocupe com ela. — Gleidson desabotoou os dois primeiros botões de sua camisa preta, o rosto transparecendo descontentamento. — Quem sabe o que ela realmente foi fazer.

Mal terminou de falar, a voz da empregada soou na entrada.

— A senhora voltou! Por que está toda molhada? Entre logo.

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