Ela era de uma beleza radiante, e o rapaz, que até então permanecera em silêncio, olhou em sua direção.
A garota virou o rosto para o lado. Seu cabelo preso revelava o pescoço delgado e a pele clara. Sob a luz do sol, seus cílios tremulavam como asas delicadas de borboleta, dando vida às suas características.
Embora seu rosto não mostrasse emoção, seu olhar no paciente era focado e meticuloso.
O coração de seu colega se agitou, fazendo-o desviar o olhar.
Então ouviu os dois professores discutindo sobre a estudante, ambos disputando sua atenção.
A situação parecia familiar, lembrando o primeiro ano de faculdade quando brigavam por alguém, mas agora parecia mais intenso.
Luiz apertava os lábios, seus olhos escuros baixaram quando percebeu que não era o único interessado nela.
Enquanto ponderava a respeito, ouviu Noah questioná-lo de repente: “Por que está parado aí? Mostre um pouco de compaixão e ajude um pouco sua colega de classe.”
Assim, a dupla de professores caminhou em direção ao corredor lateral enquanto conversavam em tom baixo.
O rapaz ficou surpreso a princípio, mas se dirigiu à Ângela.
Ao se aproximar, cuidou do paciente ao seu lado enquanto a observava em segredo.
A garota demonstrava profissionalismo em suas técnicas. Fazia perguntas afiadas e precisas e não exibia sinais de que era uma nova estudante se atualizando nas disciplinas.
Trabalhava com rapidez, deixando pouco espaço para os outros.
Com a ajuda de Luiz, os pacientes restantes foram atendidos se demora.
Ao terminar, ela massageou o pulso dolorido e arrumou a mesa. Já fazia um tempo desde que tinha visto pacientes com tamanha intensidade.
Realmente não aguentava mais, seus pulsos estavam doloridos.
O rapaz ficou com as mãos nos bolsos, observando-a. Depois de um momento de silêncio, disse: “Você é bem esperta, fingindo ser burra quando na verdade é bem capaz.”
Ela era?
Sua colega riu e olhou-o. “Eu já disse alguma vez que não conseguia?”
Apenas nunca tinha recebido treinamento formal, mas isso não significava que não era capaz.
Alguns segundos depois, ela olhou para cima e disse de repente: “Então, sobre o problema do Alex, fique atento. Como estudante de medicina, a última coisa que vai querer fazer é ignorar problemas de saúde. Vocês são amigos, então aconselhe-o a procurar tratamento o mais rápido possível para evitar complicações.”
Depois disso, piscou com inocência.
Este foi seu último gesto de bondade como colega de turma.
Luiz respirou fundo, seus olhos escuros se aprofundaram enquanto cerrava os dentes e respondia: “Entendi. Obrigado, parceira.”
Parceira?
Ângela franziu a testa confusa. Afinal, não eram mais do que colegas de turma.
“Ei, não somos íntimos. Não quero que seus admiradores pensem que estou te levando a sério. Não preciso desse tipo de problema, obrigada.”
A expressão do rapaz ficou séria e suas veias saltaram nas têmporas.
Devia estar fora de si para falar assim com alguém de quem não era próximo!
Seu corpo emanava uma aura fria enquanto dava passos largos para colocar alguma distância entre si e Ângela.
Em paz, a estudante pegou seu livro na mochila e voltou a ler.
...
Enquanto isso, no corredor, Dênis hesitou antes de mencionar a situação de Winter. Como esteve presente, poderia fornecer um relato objetivo do que aconteceu.

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