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Reescrevendo o destino romance Capítulo 126

Ângela ficou surpresa com a pergunta repentina e baixou os olhos quando se desculpou às pressas: “Desculpe. Só tomei uma bebida.”

Sentiu como se tivesse sido pega fazendo algo errado.

Sentindo-se culpada, se comportou com uma obediência excessiva.

“Como é a sua tolerância ao álcool?”, perguntou ele.

O quê?

Tolerância ao álcool?

Pensou que a repreenderia, mas, para sua surpresa, não o fez.

“Normal”, respondeu em tom modesto.

No passado, bebia em virtude das reuniões e negócios promovidos pelo irmão mais velho. Caso precisasse, teria sido capaz de beber mais do que todos aqueles na festa de aniversário desta noite.

Embora sua tolerância a outras bebidas alcoólicas fosse menor, conseguia consumir cerveja sem restrições.

De vez em quando, era possível ouvir o som distante de uma buzina, ou um sedã passando pelo carros deles.

Ao mesmo tempo, ouviu-o sugerir: “Vamos tomar alguma coisa e testar. Seria bom aguentar para evitar problemas caso alguém tente alguma coisa contra você.”

Ângela encarou-o. O jeito de pensar dele sempre foi tão único?

“Claro”, concordou.

Graças ao tempo frio lá fora, a jovem pediu a Oliver para ligar o aquecedor.

O carro estava quente e aconchegante, e uma música suave tocava ao fundo. O ambiente era encantador. Ela havia acordado cedo aquela amanhã, e fora arrastada por Cassie o dia todo, nem teve tempo para descansar.

Sentiu o corpo relaxar, as pálpebras ficarem pesadas e acabou adormecendo.

Seu sono era profundo e, quando o carro virou uma esquina, sua cabeça pendeu e pousou no ombro do marido.

O homem nunca foi adepto a contato físico, por isso vivia sozinho.

A atmosfera no carro ficou silenciosa por um momento.

Jonathan baixou a cabeça, olhando-a encostada nele. Não conseguia ver seu rosto, apenas a cabeleira negra perfumada pairando em suas narinas.

Sua respiração era suave, e, por vezes, quando a postura parecia desconfortável, ajustava sua posição.

Com uma aparência tão dócil, lembrava o gato Angorá branco que ele uma vez teve, delicado e teimoso.

Os costumeiros olhos inexpressivos do homem suavizaram, brilhando como se aquecidos.

O carro freou bruscamente.

Jonathan estendeu os braços, segurando a cintura da jovem adormecida com firmeza, pressionando o corpo pequeno em seus braços.

Depois de estabilizar a ambos, ele baixou a cabeça para olhá-la.

Felizmente, ela não acordou.

“Não consegue dirigir direito?”, questionou Jonathan erguendo os olhos para o motorista.

Oliver se desesperou e explicou depressa: “Tinha uma criança atravessando a rua.”

O corpo do homem no banco de trás enrijeceu, sem lhe dar tempo de questionar o assistente, porque Ângela de repente estendeu os braços e o abraçou de volta, sua cabeça se aninhando em seus braços, emitindo barulhos inquietos, e então adormecendo de novo.

Observou-a, seus cílios tremularam, escondendo a luz fugaz em seus olhos.

Então inclinou e a beijou no topo da cabeça.

No momento seguinte, apertou os braços ao redor dela.

Seu toque fez Jonathan franzir a testa, pois, embora seu corpo fosse macio e esguio, era muito magro.

Pouco depois, Breno voltou a ligar. Já o havia feito várias vezes.

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