E se ela morrer…
No entanto, o pensamento de Samuel foi interrompido quando a porta da frente foi aberta com força.
Jorge entrou furioso e o chutou.
“Seu m*rda! Você nunca aprende, né? Faz a bagunça e depois tenta culpar os outros! Você acha que Zac sobreviverá quando estiver lá? Por acaso está tentando tirar a vida dele?”
Ao ouvir as palavras do filho na porta, o homem estremeceu de raiva.
“E-Eu não queria…” Samuel foi chutado e caiu no chão. Ele tremeu de medo e olhou para o irmão mais velho em busca de ajuda.
James esfregou as têmporas em frustração, fechou os olhos e fingiu não ver.
Esse garoto passou dos limites.
Scarlet zombou. “Você ao menos lembra o que significa uma família ou ter um filho? Não se esqueça de que você deixou aquela encrenqueira fugir! O que te faz pensar agora que tem o direito de intervir nos assuntos de Samuel?”
“Cale a boca! Mesmo que eu tenha perdido tudo, ainda sou melhor do que esse seu coração maligno! Isso inclui salvar uma vida!”
Ultimamente, a casa dos Kins havia se tornado um campo de batalha sempre que Jorge voltava.
James estava extremamente irritado e puxou Samuel para fora daquele lugar barulhento.
No jardim, ele olhou para o irmão e o tranquilizou com um tapinha no ombro: “Não se preocupe, cuidarei disso.”
Então, com o paletó na mão, o rapaz saiu de casa.
Samuel assentiu, sentindo-se um tanto aliviado, mas ainda sobrecarregado pelo peso da situação.
Ele passou a noite inteira se revirando na cama e ligou inúmeras vezes para Jonas para perguntar sobre o estado da mulher acidentada.
Embora seu irmão tenha dito que ela estava em coma, mas seu estado parecia estabilizado, Samuel não conseguia se livrar da preocupação.
Quando se tratava de assuntos relativos aos seus interesses, ele ainda confiava no seu próprio julgamento mais do que em qualquer outra coisa.
Assim, acabou decidindo avaliar pessoalmente a situação no hospital. No entanto, passar pela enfermaria sem um motivo válido poderia atrair atenção indesejada.
Já sei! Darei uma desculpa para a Fernanda e irei com ela!
O rapaz falou com a irmã e os dois saíram com o carro dela.
“Samuel, por que de repente você quer visitar o Christopher?”, ela perguntou surpresa.
Conhecendo sua natureza impulsiva e despreocupada, é difícil acreditar que queira fazer algo desse tipo.
Ele encolheu os ombros e ofereceu uma explicação vaga: “Bem, somos praticamente uma família agora. Se Christopher está no hospital, é certo que eu, como um bom cunhado, o visite.”
Fernanda permaneceu cética.
Visitar um paciente de mãos vazias? Isso é algo adequado?
No entanto, ela decidiu não insistir no assunto.
Contanto que ele pare com o comportamento imprudente, está tudo bem.
Sua principal preocupação agora era cuidar de Christopher, que havia se envolvido em um acidente de carro após comprar presentes para ela.
Ultimamente, sua sogra não oficial, Teresa, vinha sendo indiferente e a culpava pela condição do filho.
Fernanda era realmente inocente. A outra parte estava sendo completamente irracional.
Uma vez no hospital, Samuel perguntou casualmente sobre Christopher por alguns momentos antes de dar uma desculpa para sair, alegando precisar encontrar Jonas.
O escritório do rapaz estava vazio e uma enfermeira o informou de que ele estava de ronda.
Então, Samuel resolveu se sentar por lá e esperá-lo.
Após esperar por um bom tempo, ele não resistiu e começou a andar pelas enfermarias.
Como ele não tinha ideia de qual delas pertencia a mulher acidentada, ficou ainda mais frustrado.
“Como está a paciente do quarto 323?”

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