Quando Fernanda finalmente alcançou seu objetivo, parou de chorar.
Os constantes planejamentos e cálculos tinham lhe exaurido. Embora o ferimento não fosse grave, ela tinha perdido muito sangue. Era algo que nunca tinha experimentado antes.
Scarlet providenciou um quarto VIP individual para ela.
Não era tão luxuoso quanto o quarto anterior de Ângela, mas muito mais confortável do que os quartos comuns.
Refeições diárias eram enviadas, e uma equipe médica dedicada lhe prestava cuidados. No hospital, os dias eram muito mais confortáveis do que os passados com os Lynches.
Uma tarde, enquanto Fernanda deitava no sofá lendo um livro, alguém entrou na enfermaria.
Assumindo ser Scarlet, não se incomodou em virar a cabeça. Disse casualmente: “Mãe, você esqueceu algo novamente?”
Uma risada de deboche encheu o quarto.
Virou-se para ver Linda parada ali. Usava roupas e bolsa de designer, o rosto coberto por maquiagem cara.
A visita entoou: “Seu registro familiar não foi transferido para a Família Lynch? Ouvi dizer que sua mãe ainda está detida na delegacia. Por quem você está chamando?”
Os olhos exalavam sarcasmo: “Você realmente deveria mudar o hábito de reconhecer falsamente uma mãe, ou as pessoas vão pensar que não tem vergonha.”
“Quem te deixou entrar?”, perguntou Fernanda.
Linda colocou uma cesta de frutas na mesa e disse: “Eu vim te ver, velha amiga. Não vai me dar boas-vindas?”
Fernanda resmungou, os olhos cheios de desdém: “Você realmente é tão bondosa?”
Após jogar o cabelo casualmente, lançou um olhar crítico para e respondeu: “Eu só vim testemunhar sua maré de azar. Tsk! Como as coisas acabaram assim? Parece que o karma alcança aqueles que se entregam a muitas travessuras.”
Ela estava ali para se regozijar com o infortúnio da hospitalizada.
Irritada, Fernanda apontou para a porta: “Eu não te recebo aqui. Saia!”
Naturalmente, o pedido foi ignorado. Linda deu uns passos, se acomodou no sofá e cruzou as pernas: “Você não quer saber por que a Brenda te esfaqueou?”
A expressão da outra mudou várias vezes, estacionando os olhos num traço de confusão: “Você sabe?”
“Fui eu que expus tudo.”
“O quê?”
“Eu te denunciei.” Ria alegremente, sem medo: “Eu sabia sobre sua tentativa de contratar alguém para um assassinato, então denunciei. E aí…”
A satisfação lhe estampava o rosto: “Reuni algumas pessoas, discuti no bairro onde você mora, e as coisas acabaram assim. Eu não esperava que Brenda fosse tão longe. Só queria que ela te desse uma boa surra, mas foi tudo mais formidável do que eu pensava.”
Fernanda estava furiosa: “Sua v*dia! Fazer uma denúncia falsa pode te colocar na cadeia. Ir assim a extremos absurdos só por vingança…”
Linda permaneceu composta. Zombou: “Você sabe melhor se é falsa ou não. Pode pensar que é, mas aqui estou eu, calmamente sentada. Em poucos dias, a polícia deve vir te fazer umas perguntas. Acha que escapa desta vez?”
Fernanda ficou atordoada. O que eu fiz é um segredo muito bem guardado. Como ela pode saber? Está atualmente dependendo do papai, mas, mesmo com algum dinheiro, não é plausível que saiba dessas coisas. Isso simplesmente não faz sentido.
Ao ver sua confusão, a visitante ficou ainda mais convencida de que as informações de Ângela eram precisas.
Apesar dos motivos da irmã, elas estavam pelo menos em acordo quando se tratava de lidar com Fernanda.
Um olhar de pânico passou pelo rosto da acusada: “Pare de falar bobagem! Estou bem... Você acha que vou ter medo das suas palavras vagas?”

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