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Reescrevendo o destino romance Capítulo 330

Quando Yuri recebeu a ligação de Amanda, ele estava parado em um semáforo.

À noite, em Northland, começou a cair uma chuva leve. O céu estava escuro e a visibilidade bem menor do que antes. O seu retorno a Northland já era conhecido por sua família, mas ele não deixou o tio Constantino levá-lo, dando preferência por dirigir sozinho até o hotel.

Ele não esperava que a família sequer tivesse a ideia de marcar encontros às cegas para ele. “Entendi.” Mesmo insatisfeito, ele não esticou o assunto com Amanda.

“É assim que você reage?”, a irmã perguntou.

Yuri olhou para a chuva, que estava ficando mais forte. “Que tipo de reação você quer de mim?”

“Pelo menos, você deveria estar chocado ou com raiva. Você não vai ter um encontro às cegas, vai?” Ela obviamente tinha opiniões fortes sobre o assunto, embora não tivesse dito nada quando ouviu os seus pais mencionarem a possibilidade.

“Isso não é algo com que você deva se preocupar. Vou buscá-la amanhã de manhã para ir ao hospital ver a vovó.”

“Amanhã? Mas papai está em casa hoje.” Amanda estava um pouco preocupada porque, se Yuri fosse buscá-la amanhã e Jader os visse, eles acabariam brigando.

Jader era quem mais se opunha às visitas hospitalares. Levá-la para ver a avó era como desafiá-lo.

“Sim, amanhã. Já que ele quer que eu vá a um encontro às cegas, deverá haver algumas concessões.” Depois disso, ele desligou o telefone sem prestar atenção ao choro de Amanda.

O semáforo ficou verde e Yuri seguiu no trânsito. À sua frente havia um furgão mais alto, bloqueando a maior parte de sua visão. Depois que o furgão passou pelo cruzamento e ele seguiu lentamente atrás, viu uma figura vagando sem rumo em direção à faixa de pedestres. E, ao frear rapidamente, viu a pessoa cair no chão.

Neste instante, a chuva começou a cair com mais força, obstruindo a sua visão. Ele saiu do carro para verificar o estado da vítima e notou que a garota estava pálida. Não querendo causar engarrafamento, ele só observou os sinais vitais dela e a carregou até o carro e a colocou no banco de trás. Embora ele não tivesse atropelado a garota, achava que seria imprudente deixá-la na chuva.

Enquanto isso, Ângela terminou de tratar o ferimento de Jonathan e preparou uma refeição.

Jonathan queria ajudar, mas ela recusou, alegando o ferimento em seu braço. Então ele apenas ficou parado perto da porta da cozinha, sem ir muito longe. Ele sabia que Ângela estava com raiva, mas sempre foi desajeitado nesse aspecto. Embora tivesse melhorado muito, ainda não sabia como apaziguá-la.

Como Ângela não estava com disposição para nada muito complicado, fez apenas macarrão e quebrou dois ovos dentro da tigela.

Jonathan continuava parado à porta, com toda a sua imponência e frieza, mas com os olhos sempre fixos nela. O contraste era gritante. Ele nunca se expressava assim na frente dos outros. Mais precisamente, ele nunca mostrou tal expressão na frente de ninguém além de Ângela.

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