Ângela ficou embasbacada com a audácia do homem. Ela estava sentindo um gosto de sangue na boca e um zumbido no ouvido.
David, cheio de raiva, continuou a gritar: “Como se atreve a bater na minha filha? Os seus pais não lhe deram educação? Então eu mesmo vou lhe ensinar uma lição!”
Todos ficaram atônitos, não esperando que a violência irrompesse quando as coisas já haviam se acalmado.
Jéssica estava desolada e tentou proteger Ângela. No entanto, Stella a empurrou com um olhar triunfante, impedindo-a de alcançar a amiga. “Você merece, pois me deu três tapas! Ainda tenho que revidar dois!”
David resmungou. “Se você quiser minimizar este incidente, terá que levar o dobro de tapas que deu na minha filha! Caso contrário, não terminamos!”
Samuel ficou chocado. Ele instintivamente queria defender Ângela, mas se recompôs, tremendo ligeiramente. Ela merecia isso. Se não tivesse causado problemas para Fernanda e ousado bater em Stella, não estaria nessa situação.
Além disso, ela o havia mandado para a prisão e deixado com antecedentes criminais. Ele nem sequer havia acertado as contas com ela ainda. Ela merecia aqueles três tapas. Dobrar isso ainda não seria o suficiente.
Samuel permaneceu imóvel.
Jéssica protestou com raiva. “Por quê? Foi Stella que adulterou a água!”
Vendo que David parecia pronto para bater, Ângela engoliu um bocado de saliva com sangue e o interrompeu. “Jéssica, vá chamar o seu pai.” Ela não podia deixar a amiga ser atingida também. Depois disso, ela tocou o local machucado. Realmente doía muito.
Vendo que David ainda parecia pronto para bater, Thomas tentou mediar. “Este não é um bom jeito de lidar com as coisas. Vamos chamar os pais delas e discutir o caso calmamente.”
Ao ouvir isso, Stella imediatamente se intrometeu. “Pai, deixe que ela chame os pais dela. Então, você poderá bater nela na frente deles. Eles não dirão nada.” Enquanto falava, ela olhava para David, que sentiu pena dela por causa do rosto inchado.
Mesmo que os pais de Ângela viessem, ninguém ousaria ofendê-los. Talvez até batessem nela para manter a reputação.
“Vamos ligar para os pais delas primeiro, para que possamos discutir isso juntos”, Thomas concordou.
Jéssica olhou para Samuel, mas ele apenas lançou um olhar frio para Ângela. “É melhor você pensar numa explicação para dar aos nossos pais.” Após dizer isso, ele foi para um canto para fazer uma ligação.
“O que devemos fazer? Ligar para o tio Diogo e a tia Helena?”, Jéssica perguntou com preocupação.
Ângela a tranquilizou. “Chame o seu pai primeiro. Talvez ele possa nos ajudar.”
“Ah, sim. Devo ligar para o meu pai. A nossa família é tão capaz quanto à de Stella. O meu pai, pelo menos, pode dizer algumas palavras, e não permitirá que você seja atingida.”
Soltando faíscas pelos olhos, Stella viu Ângela ainda parada lá. “Por que você não está ligando para os seus pais?”

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