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Reescrevendo o destino romance Capítulo 465

James sentiu uma dor pulsante em seus braços e pulsos, frustração surgindo e seu rosto corado de raiva. “Ângela!” Seu olhar pingava desdém, e suas feições se contorceram de desgosto. O aperto se mantinha firme.

Ainda sentada, pressionou-o. “Qual é o problema?”, perguntou com indiferença, examinando-o.

Fazia algum tempo desde a última vez que o tinha visto, esperava que tivesse amadurecido, mas seu comportamento impulsivo a pegou desprevenida.

Quando a tensão aumentou, a fachada contida dele se despedaçou. Mas a garota permaneceu alheia ao tumulto. James havia se preparado mentalmente para aquilo e almejava manter a calma, mas o encontro inesperado com Flávia no andar de baixo, seguido por sua coerção para subirem juntos contribuiu para acender sua raiva como uma tempestade de fogo.

Diante das provocações e do olhar frio da irmã, ele irrompeu como um vulcão em erupção, sua irritação borbulhava e escorria como lava. Oliver, então, pondo mais força, subjugou-o sem esforço, deixando-o fervendo de frustração.

“Me solta!”, exigiu com os dentes cerrados, seu terno outrora imaculado estava agora amassado e seu cabelo meticulosamente penteado, uma desordem. Ângela, com aparente inocência, ignorou o pedido. “Não estou te segurando, como posso te soltar?”

Oliver, incapaz de conter o divertimento, riu com suavidade do absurdo da situação. No entanto, interveio depressa com a voz fria e autoritária. “A Sra. Lawson não colocaria a mão em você; ela o considera impuro.”

Sentindo a necessidade de dissipar a tensão, Ângela decidiu pôr fim ao espetáculo. Com as provas finais se aproximando e por considerar seu tempo com Jonathan precioso, não tinha paciência para confrontos sem fim com gente inconsequente.

Com um olhar crítico fixo no rosto ruborizado do irmão, foi direto ao ponto, seu tom tingido de impaciência. “Tem mais alguma coisa para me dizer?”

Implacável, ele emitiu um aviso severo, sentindo a dormência subir por seu braço preso. “Mande-o me soltar ou vou acionar a justiça.”

A resposta da garota foi indiferente, sua risada, leve. “Sinta-se à vontade para me processar. Oliver, não solte. Espere eu sair.”

Embora o guarda-costas estivesse mal-humorado, não conseguia esconder a diversão. “Entendido”, respondeu, visivelmente agradecido pelo drama que se desenrolava. Ângela se dirigiu para a porta e delegou a responsabilidade ao outro guarda-costas que esperava. “Você assume”, instruiu, garantindo que o irmão permaneceria contido, intensificando a pressão sobre ele.

Com um grito abafado de frustração, James suportou o desconforto. Então a garota entregou suas últimas palavras: “Não quero voltar a ver nenhum de vocês, então é melhor não me incomodar mais.”

Saindo ao lado de Oliver, refletiu sobre o comentário que ela acabara de fazer. “Você é impressionante.”

Curiosa, perguntou. “De que maneira?”

Refletindo sobre a intervenção oportuna do guarda-costas, Ângela encontrou consolo no pensamento de que havia aliviado o desconforto de encontros passados com aquela família.

Refletindo também sobre os maus-tratos que sofreu nas mãos deles no passado e agora, sentiu-se grata pela intervenção oportuna de Oliver.

“Suas palavras foram afiadas o suficiente para levá-lo à beira da loucura”, comentou alegre, seu sorriso era radiante.

Observando-o, Ângela perguntou-se se ele havia esquecido do fato de que ela carregava o mesmo sobrenome que James. Mas preferia que, se fosse esse o caso, que continuasse assim; aquele sobrenome tinha pouco significado para ela agora.

“Ele é sensível, é fácil provocá-lo. Falei a verdade e fui sincera; é preciso certa volatilidade para se deixar afetar por isso”, explicou com calma.

Oliver assentiu concordando. “Você está absolutamente certa.”

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