“Onde ela está?” perguntou o corpulento homem.
Christopher limpou a garganta de forma sugestiva. Só quando seu queixo foi solto que respondeu: “Posso informar, mas terá que nos deixar ir.”
A última coisa que queria era lidar com essa gente. Foi uma sorte não o terem reconhecido.
“Acha que tem o direito de negociar conosco?”, perguntou o meliante. Ainda mantinha proximidade intimidadora do rosto do rapaz, e o olhava com desdém.
Brenda não era a única coisa os mantendo esperando ali. Se pudessem pegar alguém que lhe fosse diretamente relacionado, também poderiam considerar o trabalho feito.
Além disso, a moça era bem bonita. Não teriam dificuldade em encontrar maneiras de ganhar dinheiro com ela.
Sentindo o olhar dos brutos, Fernanda saiu do torpor e cruzou os braços instintivamente. Virou-se para o noivo, esperando que conseguisse um acordo o mais rápido possível.
Christopher respirou fundo e se acalmou antes de dizer humildemente: “Eu... Não pretendo negociar com vocês. Só quero ajudar.”
O homem aceitou a explicação com desagrado e perguntou: “Onde está Brenda Kourt?”
“Ela foi detida por roubo.”
“Hã?”
Não apenas o meliante fortão, como os outros dois ficaram atônitos.
“Foi presa?” perguntou o mais à esquerda, franzindo o cenho.
Depois que assentiu, o homem à direita perguntou: “E quando será liberada?”
Até mesmo o corpulento tinha o olhar fixo no rapaz. Embora a velha lhes devesse dinheiro, não poderiam pedi-la à polícia. Afinal, eram agiotas, o empréstimo não foi feito legalmente.
Depois que lhes disseram a data da liberação, o casal observou o grandão sair para fazer uma ligação.
Puderam ouvir partes da conversa de dentro da casa, mas não entenderam o conteúdo. Os dois outros prenderam Christopher num pequeno banco para fazer guarda na porta.
Levantando-se do chão, Fernanda se aproximou do noivo. Enquanto os capangas estavam distraídos, ela pegou o registro de família, que percebeu desde o início estar simplesmente jogado no chão.
Só tinham ido àquele quinto dos infernos encontrar o documento, não perderia a chance de obtê-lo se o visse. Havia deixado a bolsa no carro e, como não tinha espaço para esconder o papel, só podia passá-lo secretamente para o companheiro.
Ele o guardou no bolso interno do casaco sem que ninguém percebesse.
O homem corpulento retornou e latiu: “Vão embora agora.”
Embora a frase fosse permissiva, a expressão no seu rosto era solene. Não queria deixá-los ir.

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