“Depende do Christopher”, Fernanda desviou o foco para o parceiro.
“Poderia entrar em contato com o Sr. Sanders agora, por favor?”, Lulu pressionou.
Vendo a expressão hesitante da interlocutora, sorriu e disse: “Estamos muito empolgadas para o casamento amanhã. Será maravilhoso vê-la de noiva.”
Ficou ainda mais constrangida. Nunca tinha encontrado alguém tão descarado antes.
Justo quando estava prestes a recusar, o garçom notou a mesa e correu para anotar o pedido.
Fernanda pediu apenas para si mesma. Se não soubesse do passado familiar daquela moça, não se sentiria obrigada a ser educada e ficar. Mas, pensando que, se vinha pedir um convite, era porque provavelmente sua família não tinha recebido um.
Para ser cautelosa, decidiu ser melhor perguntar sobre isso com antecedência, mas a outrem.
A aspirante a convidada fez seu pedido logo depois, e não pensou duas vezes antes de tentar prosseguir a conversa, mas Fernanda pegou o telefone e se desculpou, dizendo: “Preciso atender.”
Claro que não havia ligação alguma. Afastou-se para um canto tranquilo e foi obter de um amigo informações sobre o passado da mulher à mesa.
Enquanto isso, as amigas sentadas especulavam sobre as intenções da jovem Kins: “Está hesitante em nos convidar?”, perguntou uma. Lulu tranquilizou-a: “Vamos continuar insistindo até conseguirmos.”
“Sim, tenho certeza de que ela vai ceder.” O objetivo ia além de apenas comparecer ao evento; queriam socializar com os jovens ricos que estivessem lá.
Moças de famílias abastadas como elas sabiam da importância de aproveitar as oportunidades de escalada social. Enquanto isso, a noiva da festa ficou mais tranquila após descobrir as origens das companheiras de refeição.
Quando a comida chegou, ela já tinha voltado à mesa. Parecia mais animada do que antes. A que pedia os convites notou a mudança de humor e sorriu amplamente para aliviar os ares.
“Então…”, começou Lulu apenas para ser interrompida com firmeza: “Vamos nos concentrar em comer, não é melhor?” As palavras lhe ficaram presas na garganta, e o sorriso parecia um tanto forçado no rosto.
Após a silenciosa refeição, pagou a conta sempre evitando o tópico do convite. Em vez disso, sugeriu outra coisa.
“Fernanda, quer ir às compras? Como esteve fora de Riverdon por algum tempo, houve belas mudanças que ainda não viu.”
Via uma chance de persuadi-la passando mais tempo com a pretendente do ricaço, na esperança de que mudasse de ideia.
A noiva não recusou de imediato. Pensou que não faria mal, visto que o convite não foi trazido à tona novamente. Concordou casualmente: “Claro.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Reescrevendo o destino