Ao ver o medo nos olhos de Fernanda, a voz de Dominic cortou o ar tenso enquanto oferecia ajuda: “Sra. Fernanda, se você está realmente assustada, não se force. Deixe-nos ajudar a resolver a dívida.”
Ouvindo suas palavras, ela lutou para abrir os olhos e sua voz trêmula mal era audível enquanto finalmente conseguia falar: “E-Eu não tenho nenhuma ligação com Brenda! Vocês me confundiram com outra pessoa!”, suas palavras tremiam com uma mistura de medo e desespero.
Se essas pessoas estavam procurando ela para cobrar dívidas, deveriam a procurar. O que isso tinha a ver comigo?
A moça se mantinha firme em sua recusa de apoiar Brenda financeiramente.
Primeiro, porque estava quebrada. E segundo, porque a mulher era como um poço sem fundo. Não importava o quanto ajudasse dessa vez, a outra certamente acumularia mais dívidas em pouco tempo.
Ela tinha pedido para alguém investigar Brenda e descobriu que não só estava envolvida com agiotas, mas também tinha uma queda pelo jogo. Antes de voltarem para Riverdon, a mulher já havia procurado a família Sanders com exigências exorbitantes.
Dizia-se que estava tentando quitar suas dívidas de jogo.
Quanto mais Fernanda refletia, mais convencida ficava de que não podia baixar a guarda na presença desse grupo.
Se não fosse pelos laços sanguíneos inegáveis que a ligavam a Brenda, a moça se desassociaria dela com prazer!
“Você alega não ter parentesco com ela? Ha!”, Dominic disse com um sorriso sarcástico: “Você acha que não a investigamos? Sra. Fernanda, aconselho a não perder nosso tempo”, enquanto o homem falava, suas feições se tornavam ainda mais sinistras e aterrorizantes.
A moça instintivamente fechou os olhos novamente, seu pulso acelerando com apreensão. Para ela, essas pessoas eram indistinguíveis de criminosos cruéis!
“No entanto, como diz o ditado, os pecados dos pais recaem sobre os filhos. Naturalmente, as dívidas de sua mãe se tornam suas”, o homem declarou.
Observando o silêncio contínuo da moça e seus olhos fechados, o homem interveio: “Ah, e Sra. Fernanda, se você continuar se recusando a ajudar Brenda a pagar suas dívidas, ela pode continuar te incomodando.”
Os olhos dela se abriram imediatamente ao ouvir essas palavras. Embora estivesse aterrorizada por Dominic, a ideia do assédio incessante a mulher a petrificava ainda mais! Seu retorno a Riverdon já havia sido marcado por tumulto, e a moça não podia arcar com mais problemas! Portanto, não podia permitir que sua mãe a perturbasse ainda mais, logo queria que a outra desaparecesse, para sempre!
Sua voz soou rouca quando falou de repente: “Ela vai me deixar em paz se eu pagar o dinheiro?”, perguntou, suas palavras cheias de uma mistura de esperança e incerteza.
Dominic respondeu: “Sim.”
Mas a moça não conseguia afastar suas dúvidas. Sua mente estava cheia de perguntas, e não pôde resistir a perguntar novamente, sua voz agora tingida de um leve desespero: “Ela nunca mais vai me incomodar?”
A expressão de Dominic mudou ligeiramente, seus olhos se estreitaram enquanto processava suas palavras. O homem parecia surpreso com sua crueldade e não havia percebido antes que ela seria tão implacável.
No entanto, em sua linha de trabalho, tudo girava em torno do dinheiro, então respondeu calmamente: “Desde que você pague o que é devido.”
Fernanda ainda não estava satisfeita, pois precisava saber o preço exato que teria que pagar para fazer seus problemas desaparecerem de uma vez por todas. “Quanto?”, perguntou, sua voz tremendo de antecipação.
Desta vez, estava perguntando sobre algo muito mais sério: o custo da vida de alguém. O desejo da moça de ver Brenda morrer era perceptível, tão forte que não se importava se Dominic e seus homens soubessem de suas intenções.
Afinal, se os homens e seus cobradores de dívidas realmente pudessem cuidar da mulher por ela, então eles estariam mutuamente ligados pelos segredos um do outro, e não teria nada a temer.
Os pensamentos de Fernanda eram excessivamente otimistas, e aguardava ansiosamente sua resposta.
Ele gesticulou lentamente. “Quanto ao valor, deixarei para você lidar com ela quando chegar a hora.”
A descrença de Fernanda era palpável enquanto seus olhos se arregalavam de incredulidade. “Então, você está sugerindo que não vão tomar nenhuma ação por conta própria?”, questionou, sua voz tingida de uma mistura de choque e suspeita.
Nunca tinha imaginado que Dominic apenas delegaria a tarefa de lidar com Brenda para ela!
Mas como deveria lidar com isso?
O pensamento corroía sua consciência: ela realmente poderia se forçar a machucar Brenda, especialmente com o conhecimento de que tantas outras pessoas estavam cientes de suas intenções? Parecia que a moça estaria dando a eles uma vantagem sobre ela ao tomar tais ações.
A moça não era ingênua o suficiente para se colocar nessa posição vulnerável.
A confusão fingida de Dominic só aumentou o fogo de sua frustração. “Sra. Fernanda, temo que não esteja entendendo”, protestou inocentemente. “Nosso propósito aqui é unicamente cobrar uma dívida. Não temos intenção de interferir mais.”
“Você está brincando comigo!”, a moça o acusou, seu olhar perfurando a fachada de inocência dele.
Em resposta, recebeu um tapa forte no rosto.
O ardor do tapa a trouxe de volta à realidade. Ela cerrou os dentes e baixou a cabeça em submissão.
Depois de tê-la esbofeteado, o homem ajustou seu tom, suas palavras agora carregadas de uma ameaça gelada. “Embora não estejamos focados em Brenda, Sra. Fernanda, não posso prometer que não voltaremos nossa atenção para você. Ah, quase me esqueci de mencionar, você é uma figura bastante pública em Riverdon agora. Há muitos aguardando ansiosamente a próxima sequência estrelando você...”
Quando a moça ouviu essas palavras, seu rosto perdeu a cor.
Ela mordeu o lábio com tanta força que o gosto metálico de sangue encheu sua boca antes que ousasse falar. “Diga o preço para que eu possa ir.”
Ela não tinha muito dinheiro em mãos, mas as apostas eram altas, pois acreditava que se pudesse encontrar James, o homem definitivamente estaria disposto a ajudar.

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