Ao ouvir as palavras de Zacarias, Ângela franziu a testa. No entanto, não respondeu às desculpas dele.
Vendo que permanecia em silêncio, o homem ficou ansioso.
Logo inclinou a cabeça, e lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.
“Não se mexa”, Ângela disse friamente.
A misteriosa agulha havia consumido a maior parte da sua energia, então a moça ainda estava se recuperando. Assim, não tinha forças para lidar com o súbito ataque emocional de Zacarias.
Ouvindo suas palavras, ele não se mexeu e apenas a olhou com culpa.
Olhando para o homem, Ângela sentiu um enjoo, pois já havia visto essa expressão no rosto dele antes. Da última vez que usou a misteriosa agulha para acordá-lo do coma, a olhou da mesma maneira.
Naquela época, a moça achava que Zacarias realmente tinha reconhecido seu erro e faria mudanças. No entanto, as ações dele posteriormente mostraram que ela estava apenas se iludindo.
Depois de um tempo, Ângela se acalmou e olhou para as agulhas de prata no corpo do homem e disse: “Agora que você está acordado, vou remover as agulhas.”
Zacarias parecia indiferente às agulhas no seu corpo. Em vez disso, perguntou preocupado: “Seu corpo aguenta isso?” Tendo sido tratado por ela antes, sabia bem o quanto a misteriosa agulha a desgastava. Toda vez que a usava, ficava exausta.
Desta vez, podia perceber que a condição dela estava ruim, já que via o suor na sua testa.
Ângela o ignorou e disse friamente: “Aguente firme.”
Vendo que evitou sua pergunta, ele apenas expressou sua gratidão com um sentimento de tristeza.
Ângela o ignorou enquanto removia habilmente as agulhas de prata.
Inserir e remover a misteriosa agulha não era uma tarefa fácil, mas a moça a executava sem esforço.
Depois de terminar, Ângela finalmente relaxou. Guardou a agulha na pequena caixa de remédios e saiu da sala sem olhar para trás.
Apesar de se sentir tonta, se afastou sem hesitação.
Por outro lado, Zacarias não esperava que a moça saísse sem dizer uma palavra. Então, se esforçou para se levantar e tentar fazê-la ficar.
“Ângela...”, disse ele com a voz rouca.
No entanto, ela não parou de andar.
Assim que Ângela chegou à porta, Zacarias implorou: “Você pode nos perdoar? Nós...” O homem queria uma chance de redenção. Não apenas para si mesmo, mas também para a Família Kins.
Dessa vez, a moça parou, olhou para ele e disse: “Embora eu não saiba do que você está falando, não há sentido em voltar ao passado.” Com isso, abriu a porta e saiu.
Ao sair do quarto, um guarda-costas pegou a caixa de remédios da mão de Ângela.
“Sra. Lawson, você está bem?”, Oliver notou que ela estava suando profusamente e lhe entregou um lenço.
Ângela limpou o suor e respondeu: “Estou bem.”
Nesse momento, Jonas se aproximou.
“Como está Zac? Acordou?”, embora Ângela não estivesse em boa forma, o homem estava mais preocupado com Zacarias.
Ela não se deu ao trabalho de olhar para ele e simplesmente perguntou: “Onde está James?”
Ao ouvir suas palavras, Jonas ficou descontente, logo franziu a testa e disse: “James...” Antes que pudesse terminar suas palavras, o outro se aproximou de onde estava.
Nesse momento, o primeiro o notou. Em vez de continuar suas palavras, olhou para Ângela e perguntou: “Ele está aqui. E Zac?”, visto que a moça havia ignorado sua pergunta antes, seu tom tornou-se mais agressivo e sua expressão mostrava irritação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Reescrevendo o destino