Serena acordou pela manhã e se deparou com a bela imagem do homem dormindo de bruços sobre o travesseiro, com seus braços tatuados para cima expondo a grande tatuagem de dragão e rosas em suas costas, e os fios de seu cabelo negro cobrindo o rosto dele.
Serena sorriu admirando a beleza daquele homem, e com o indicador afastou delicadamente algumas mechas tendo uma visão clara de seu rosto que parecia tão tranquilo e sereno dormindo, um completo contraste com as expressões que ele fazia na noite Anterior.
Serena se sentou na cama ao se lembrar da noite anterior e cobriu seu rosto corado enquanto sorria envergonhada.
Tinha sido melhor do que ela alguma vez imaginou. Dominic conseguia ser um homem gentil, delicado e atencioso, ao mesmo tempo que era viril, másculo, apaixonado e intenso. Ele era simplesmente tudo que sempre buscou num homem, num companheiro, e a prova perfeita de que as aparências enganam.
Quando o viu pela primeira vez achou que ele fosse um mafioso, um gigolo ou algo do tipo, por isso quis manter distância dele. Mas por baixo daquela aparecia toda era apenas um homem, um homem apaixonado e com muito amor para dar.
Serena voltou a sorrir olhando para ele se lembrando das juras de amor que ele dizia em seu momento íntimo, e das palavras e elogios ao seu corpo naquele momento de prazer intenso.
–Ah pare de pensar nisso, parece uma pervertida– sussurrou para si mesma e se levantou da cama com cuidado para não o acordar, buscou suas roupas mas não as viu, então vestiu a camisa social de Dominic que ia até abaixo de sua bunda, logo começou a procurar por seu celular para ver as horas.
Mas quando abriu a gaveta do criado mudo, seu corpo gelou ao ver uma arma ali.
Serena esticou sua mão e pegou na arma, podia nunca ter pegado uma, mas pelo peso e detalhes podia dizer muito bem que era uma arma de verdade.
"Por que ele tem uma arma?" Se perguntou e estava para virar a arma quando se assustou ao ver a grande mão que segurou seu pulso.
Serena se virou para Dominic que estava com o olhar sério.
–Não toque nisso– disse ele com sua voz calma mas séria, pegou na arma e a limpou com o lençol apagando as digitais dela, logo voltou a guardar a arma na gaveta.
Dominic sentiu o olhar de serena sobre ele e se virou olhando para mulher.
–Por que tem uma arma na cómoda de sua cabeceira?–
–Defesa pessoal–
–Você já sofreu algum atentado?– perguntou preocupada.
Dominic sorriu e se aproximou segurando no rosto dela com as duas mãos.
–Não se preocupe com isso, é apenas coisa da minha cabeça, e eu quase não a uso. Aliás, eu é que deveria estar preocupado com você–
–Comigo?–
–Sim, ontem foi sua primeira vez, como está se sentindo? Está com alguma dor? Quer alguma coisa?–

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