“Você estava prestes a fugir de casa, como eu ousaria de novo?”
A voz de Adriano estava cheia de resignação e carinho, sem nenhum traço de repreensão.
“Não comprei duas jacas? Vou descascá-las para você comer enquanto eu fico de joelhos, que tal?”
Seu rosto suplicante era extremamente sincero. Carola baixou a cabeça, e o sorriso em seus lábios foi totalmente percebido pelo homem.
“Está feliz agora?” Adriano aproveitou a oportunidade para se inclinar e beijar seus lábios.
Carola o empurrou. “Quero tirar fotos.”
“Certo.”
“E também quero gravar um vídeo.”
Adriano pegou o tablet das mãos dela, colocou-o na cama e se abaixou para levantá-la.
“Tudo bem, o que te fizer feliz.”
“E se eu acidentalmente postar no Instagram ou no Twitter?”
Abusada era a palavra que melhor descrevia Carola naquele momento.
Adriano deu um tapinha em seu bumbum empinado. “Então eu compartilho dizendo que fui eu que te irritei. As pessoas só vão me elogiar por amar minha esposa.”
“Assim você fica com todo o crédito.” Carola olhou para o homem que calçava seus sapatos.
Ele, uma pessoa tão nobre, era tão cuidadoso e atencioso em tudo que se relacionava a ela.
Se não fosse pela hora do vamos ver, ele seria simplesmente impecável.
“Você vai dormir no quarto de hóspedes por meio mês.”
A mão de Adriano parou por um instante, e ele a olhou com uma expressão magoada.
“Querida, eu não consigo dormir sem você.”
*Risos*
Na escada, ouviu-se a risada cruel de Daniel. “As pessoas de fora nem imaginam que o temido Sr. Salvador do mundo dos negócios é assim.”
Ele não tinha tempo para lidar com Daniel agora. A moça podia torturá-lo como quisesse, mas dormir em quartos separados? Nem morto.
“Calma, eu fico de joelhos na jaca por meio mês, que tal?”
“Vou pensar no seu caso.”
“Amanhã peço para o Daniel trazer.”
“Qualquer dia desses, vou mandar trocar todas as roupas do seu armário.”
Carola olhou para ele. “Você é um esbanjador. Oitenta por cento das roupas no meu armário ainda estão com a etiqueta.”
Especialmente as roupas de maternidade de alta-costura, que ocupavam uma fileira inteira.
“Qualquer dia desses, digo para as cunhadas irem buscar na Morada da Bela Vista. Cada uma custa uma fortuna.”
Adriano riu de seu jeito pão-duro adorável. “Eu não sabia que meu bem estava tão econômica.”
“Agora eu tenho uma filha para criar.”
O homem ao volante sorriu. Com o dinheiro deles, ela poderia sustentar oitocentos filhos.
Mas essa frase, ele jamais ousaria dizer.
Quando os dois voltaram para a mansão, Isabella e Tiago ainda estavam acordados. Ao verem o que Adriano carregava nas mãos, ficaram um pouco surpresos.
Esse filho deles, que sempre detestou essas coisas estranhas, realmente mudou depois de se casar.

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