Erick Olimpio soltou um riso anasalado. Com um movimento charmoso, jogou os cabelos para trás e abriu um sorriso prepotente:
— Pode contar. Ela nunca vai acreditar em você.
Aquela confiança cega fez Ricardo trincar os dentes de raiva.
Era revoltante ver Erick esfregando a felicidade amorosa na cara de um homem sofrendo por amor.
Ele levantou o travesseiro, pronto para atacar de novo.
Naquele exato segundo, uma empregada bateu na porta, avisando que o almoço estava servido e que eles deviam descer.
Erick Olimpio fez uma expressão de total inocência. Ricardo estreitou os olhos:
— Vou deixar passar dessa vez.
Erick apenas riu baixinho, balançando a cabeça.
Frustrado, Ricardo jogou o travesseiro na cama e saiu marchando do quarto.
Os dois desceram as escadas, um atrás do outro.
O incidente de mais cedo ainda estava fresco. Quando chegaram à sala de jantar, Vovô Olimpio já estava sentado na cabeceira da mesa, com uma expressão fechada.
Erick o cumprimentou com educação, e Ricardo fez o mesmo.
Vovô Olimpio ignorou o neto completamente e virou-se para Ricardo:
— Sinta-se em casa, meu rapaz. Coma o que quiser.
Sendo tratado feito fantasma, Erick simplesmente puxou a cadeira e sentou, sem se abalar. Até preferia assim.
Ricardo lançou um olhar provocador para Erick.
Mas Erick nem percebeu. Já estava se servindo, de bom humor.
Vovô Olimpio bateu na mesa:
— Eu nem toquei nos talheres e você já está comendo?
Erick parou com os hashis no ar. Ele os abaixou, estendeu a mão na direção do avô e disse:
— Vovô, por favor. O senhor primeiro.
Vovô Olimpio resmungou, pegou um pedaço de carne e colocou no prato de Ricardo:
— Coma bastante. De preferência, coma a parte do Erick também.
— Pode deixar! Obrigado, Vovô Olimpio. — respondeu Ricardo, todo sorridente.
Erick esperou o avô comer a primeira verdura e então voltou a usar seus hashis. Mesmo assim, não escapou de mais um resmungo do velho.
— Que cara é essa? Te dar comida por acaso é um castigo? — disparou Vovô Olimpio.
Ricardo abaixou a cabeça, segurando o riso.
Erick parou de mastigar. Ele virou o rosto para o avô e, lentamente, abriu um sorriso exageradamente radiante.
Sem desfazer o sorriso colossal, pegou uma verdura e a levou à boca, mastigando com uma expressão de pura felicidade forçada...
Ricardo Loureiro quase cuspiu a comida. Teve que fazer um esforço sobre-humano para não engasgar de tanto rir.
Vovô Olimpio bufou mais uma vez e voltou a mimar Ricardo:
— Coma mais. Se faltar, eu mando fazerem outra rodada.
Diante de tanta hospitalidade, o prato de Ricardo logo virou uma montanha de comida.
Ricardo lançou um olhar debochado para o amigo. Parecia dizer: *O jogo virou, não é, Erick Olimpio?*
Finalmente, o almoço acabou. Erick limpou a boca com o guardanapo e anunciou:
— Vovô, estou indo para a empresa agora.
O velho estreitou os olhos, avaliando o rosto do neto:
— Você passou remédio nisso aí?
A voz era áspera, quase como um interrogatório de polícia. Não parecia nem um pouco com preocupação.
Erick não queria dar motivos para mais broncas e respondeu obediente:
— Já passei, sim.
Vovô Olimpio desviou o olhar e murmurou:
— Colheu o que plantou.
Erick suspirou de leve:
— Então, eu já vou indo, vovô.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida das Cinzas: O Amor que Você Enterrou
Adoroooo o Erick.... Ele é de opinião, ele é o homem certo para Alice....
AFF ... 2 ataques Estou com ansiedade Não e possível que a Alice vai acreditar...
Juro que vou parar de le se esse velho fazer do aniversario do Erick o noivado com essa Lavinia. Pelo amor Deus os 2 agora que ta namorando, ja ficaram separados muito tempo. Ele sempre foi apaixonado e agora que ele conseguiu o amor dela e ela pela primeira vez e amada como deveria. Agora ela pode ter a Tina com o Erick e ser feliz...
Credo!!!!! Mas faltam muuuuitos diálogos!!!!!...