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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 157

— Claro, vamos atender ao seu pedido, Sr. Ciro — concordou Tainá com um sorriso diplomático, voltando-se para Lúcio. — Lúcio, vamos dividir a equipe. Você lidera os especialistas para discutir os detalhes da parceria com o Sr. Ciro. Eu vou com a esposa dele e o advogado para tratar da transferência da propriedade.

Para otimizar o tempo, Tainá optou por utilizar uma imobiliária próxima ao Residencial Águas de Jade, a poucos quarteirões de distância.

Não foi necessário pegar o carro, o grupo foi caminhando.

Apesar do custo da comissão imobiliária, o processo burocrático ali era ágil e livre de dores de cabeça.

Ao adentrarem a agência, os corretores os receberam com sorrisos largos. Afinal, um comprador e um vendedor chegando juntos prontos para fechar negócio era dinheiro garantido.

Tainá foi direta ao ponto:

— Decidimos utilizar os serviços de vocês para economizar tempo. Ambas as partes têm agendas muito restritas. Precisamos que isso seja feito com a máxima urgência.

— Pode deixar conosco, senhorita. Hoje mesmo finalizaremos a maior parte da papelada. O registro da nova escritura levará alguns dias, mas não será necessário que retornem aqui. Oferecemos atendimento em domicílio para assinaturas adicionais, se necessário.

— Excelente.

A partir dali, o processo fluiu sob o olhar atento do advogado de Tainá. Ela precisou apenas fornecer seus documentos, assinar os papéis e autorizar a transferência bancária.

Aquele apartamento de cento e cinquenta metros quadrados custou expressivos três milhões de reais, um valor considerável mesmo para a região nobre, já que propriedades similares em bairros próximos custavam em torno de dois milhões.

Contudo, para a atual realidade financeira de Tainá, a cifra era irrisória. Os rendimentos de suas Ações da Pinguim cobririam aquele custo em questão de dias. Além disso, Tainá possuía o conhecimento privilegiado de que o mercado imobiliário estava prestes a explodir. Adquirir propriedades naquele momento era um investimento certeiro.

Assim que o projeto das Bicicletas Compartilhadas estivesse operando com estabilidade, ela planejava investir fortemente em imóveis.

Com o pagamento à vista concluído, restava apenas aguardar a nova escritura, que seria entregue em sua residência em cerca de uma semana.

Os trâmites com o cartório seriam conduzidos pela imobiliária. Se fosse preciso colher assinaturas extras, os agentes iriam até a casa delas, não sendo necessário retornar ao escritório.

Com os papéis assinados, o grupo se retirou. Tainá questionou-se mentalmente sobre o progresso das negociações de Lúcio.

No entanto, seus pensamentos foram abruptamente interrompidos ao se aproximarem dos portões do condomínio.

Lá estavam Viviane Lopes, César Torres e Alexandre Torres aguardando na calçada.

Tainá não estava sozinha. Ao seu lado caminhavam o advogado, o avaliador de imóveis, a antiga proprietária e os formidáveis Lino e Vagner. O grupo exalava poder.

— Chega de teatro. Vá direto ao ponto. Meu tempo é valioso.

— Como você pode ser tão insensível, Tainá? Ela é nossa mãe! — interveio César, amparando Viviane.

— Se não têm nada de útil para dizer, estou indo embora.

A expressão no rosto delicado de Tainá era puro gelo.

— Tudo bem, eu falo! — gritou Viviane, a respiração entrecortada e o rosto contorcido de dor. — A sua irmã está morrendo! Ela não vai resistir! Ela precisa de sangue urgente!

— E o que isso tem a ver comigo?

César perdeu a compostura.

— Ela é a sua irmã biológica! Vocês são gêmeas! Vieram do mesmo ventre! Mesmo que ela tenha cometido erros no passado, era apenas imaturidade. Nada que justifique esse ódio mortal!

— Você está absolutamente correto em um ponto — sibilou Tainá. — O ódio é, de fato, mortal.

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