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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 169

— Neste simulado mensal, uma aluna da nossa turma alcançou a marca impressionante de 735 pontos, gabaritando quatro matérias. Alguém arrisca palpitar quem foi?

— Tainá!

Todos responderam em coro.

Enquanto os outros exibiam sorrisos radiantes, o coração de Laura afundava como uma pedra.

Como assim, 735 pontos? Como diabos ela conseguiria superá-la?

Recebendo os olhares de pura admiração, Tainá se levantou com um sorriso ameno. — No almoço de hoje, vou bancar uma rodada de coxinhas para todo mundo.

Vamos progredir juntos e garantir que no vestibular do ano que vem, todos nós tenhamos notas excelentes.

Isso mesmo. O vestibular do ano que vem era o que realmente importava.

Não havia motivo para invejar os outros; focar nos estudos e dar o melhor de si era o único caminho lógico daqui para a frente.

Alguns alunos que não tinham ido tão bem despertaram de seu torpor instantaneamente.

— Aê!

A turma comemorou em uníssono.

— Coloque o meu na conta também!

O professor Fábio, agora ciente de que Tainá estava longe de ter problemas financeiros, decidiu entrar na brincadeira.

— Fechado. E todos os outros professores também estão convidados — respondeu ela, com um brilho nos olhos.

Sem perder tempo, Tainá ligou para a lanchonete do colégio e pediu para a equipe preparar o pedido.

Na verdade, o cardápio dali não era nada exorbitante. Uma coxinha grande e bem recheada custava em torno de oito reais.

Para uma turma de cinquenta alunos e mais os professores, a conta não passaria de quatrocentos reais.

Era um preço irrisório para comprar a alegria e unir o espírito de toda a sala.

Ana cutucou o braço de Tainá levemente. — Não paga para aqueles ali.

E apontou com o queixo para a panelinha que costumava andar com Laura.

— Deixa para lá. Vai que um lanche de graça é o que falta para eles tomarem distância de Laura de vez — Tainá retrucou com naturalidade.

Em contraste, Laura escolheu um caminho mais vazio, arrastando os pés em direção à cantina.

*Um bando de caipiras emocionados. Agindo como animais por causa de um salgado ridículo?* Ela cruzou os braços, sentindo nojo. Não precisava das migalhas de ninguém.

O que mais lhe fervia o sangue, porém, era ver os bajuladores que antes a cercavam correndo na frente, desesperados com a ideia de que Tainá não pagaria o lanche deles.

No passado, ela havia distribuído inúmeros mimos para aqueles encostados. Vira-casacas baratos; bastava alguém balançar um pedaço de pão para eles abanarem o rabo!

Quanto mais pensava naquilo, mais o ódio fervilhava em suas veias. Estava fantasiando mil formas de puni-los quando finalmente pisou no refeitório.

A Turma 3-1 já havia pegado suas bandejas e, exibindo as coxinhas douradas bancadas por Tainá, aglomerava-se em volta das mesas em um burburinho alegre.

Banhados pelos olhares invejosos de alunos de outras salas, eles saboreavam cada mordida como se fosse um banquete de gala.

Até mesmo os professores entraram na onda, chegando mais cedo para compartilhar daquela alegria rara no ambiente escolar.

— Qual é a ocasião especial para a turma inteira aparecer tão cedo hoje? — indagou um aluno de outra classe.

— Não tá sabendo? Nossa representante bancou o lanche hoje. Olha o tamanho dessa belezinha!

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