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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 173

Martim Torres chegou apressado à Administração Imobiliária Municipal com seus subordinados.

Após explicar o motivo de sua visita, o responsável pelo local o surpreendeu:

— Aquela antiga fábrica abandonada foi comprada há dois meses. Agora é propriedade privada.

— Comprada? — murmurou Martim. Quem teria tido tanta sorte?

— Você poderia me dizer quem é o atual proprietário?

— Infelizmente, não. Sem a documentação de órgãos competentes, não podemos divulgar informações pessoais de terceiros assim.

Ele havia sido transferido para ali recentemente. O responsável anterior conseguira uma promoção justificada, em parte, pelo excelente desempenho ao conseguir vender aquele exato conjunto de prédios em ruínas.

Ah, se ele tivesse essa sorte...

— Entendo, compreendo. Desculpe o incômodo.

Ao saírem, o grupo de Martim não foi muito longe. Ele ordenou ao assistente que procurasse um hotel para passarem a noite.

— Presidente Torres, já perguntei. Não há hotéis por aqui, apenas pequenas pousadas.

— Que seja uma pousada. Quando estamos a negócios, não há espaço para frescuras.

— Presidente, devemos tentar descobrir quem é o dono daqueles terrenos agora mesmo?

— Vocês dois vão sondar lá fora. Eu tenho outros planos.

…………

Enquanto isso, os homens do Grupo Gusmão, que haviam partido um pouco antes, foram rapidamente encontrados pelo emissário de Martim. O encontro "casual" foi um sucesso.

O guia arranjado era extremamente simpático e caloroso, mas só os levava para estradas cada vez mais longas e ermas.

O grupo começou a estranhar. Por mais pobre que a região fosse, a sede do governo local precisava ter o mínimo de decência.

O guia, notando a desconfiança, explicou com naturalidade:

— Nosso prefeito é um homem muito simples, muito próximo do povo. Ele cedeu o prédio oficial para as famílias de baixa renda cujas casas desabaram e se mudou com a equipe dele para uns casarões velhos que sobraram da época das cooperativas agrícolas.

— Que dedicação rara nos dias de hoje...

As dúvidas evaporaram na hora, e eles voltaram a conversar entre risos.

Ao passarem por um grande pomar, o guia parou subitamente.

— Pessoal, me deem um minuto, vou ali me aliviar num canto.

E nunca mais voltou. Ele nem sequer havia cobrado o pagamento adiantado.

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