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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 176

Apenas seria necessário realizar a avaliação estrutural com os fiscais responsáveis.

Tainá sabia que sua aparição e a de Gustavo os colocariam no centro das atenções.

Como evitar isso?

Ela pegou o celular e ligou para o homem responsável por monitorar o terreno.

— Dê um jeito de avisar aos moradores que venderam as casas que o Martim Torres está na área.

Se fosse bem executado, isso desviaria toda a atenção do público.

Martim nem havia terminado de descer do carro quando foi cercado por uma multidão enfurecida.

— Devolva a minha casa!

— Você não vai levar o nosso dinheiro da desapropriação!

Os seguranças formaram uma barreira ao redor de Martim e rapidamente ligaram para a polícia.

Não havia como dialogar com aquela horda em fúria.

Como esperado, todos os olheiros presentes tiveram a atenção roubada pela confusão...

Tainá e Gustavo, aproveitando que ninguém os via, levantaram os capuzes de seus casacos e entraram discretamente no Escritório de Demolição e Reassentamento.

Enquanto isso, os espiões das corporações ligavam freneticamente para seus respectivos chefes.

Os figurões, do outro lado da linha, estavam ávidos por fofoca e correram para o Fórum de Valenúbia (o Círculo da Elite de Valenúbia) para dar seus palpites.

"O quê? Quer dizer que foi o Martim Torres quem comprou a antiga fábrica?"

"Agora faz sentido. Dias atrás ouvi rumores de que o novo dono do terreno era da Família Torres."

Apenas não haviam suspeitado de Martim porque o viram procurando o departamento de terras e pensaram que ele também estava atrás de informações, não que já fosse o dono.

"Então o que ele foi fazer no departamento imobiliário semana passada?"

"Foi comprar o silêncio do responsável, claro! Para ele não abrir a boca."

"Que raposa velha! Comprou tudo e ainda tentou se fazer de sonso."

"Não é à toa que o funcionário não abria a boca por nada, nem com propina."

...

Longe de toda a especulação, Tainá e Gustavo negociavam intensamente com a equipe da desapropriação.

— Certo, certo. Diga seu valor. Quanto querem a mais?

Gustavo tomou a frente:

— Sendo honesto, fechar negócio conosco poupa um trabalho infernal a vocês. Pela área e número de estruturas, se fossem calcular como propriedade rural individual, passaria fácil desse valor. E vocês teriam que negociar casa por casa. Vamos facilitar para os dois lados: cheguem num número justo ou nós vamos pedir uma auditoria com outra equipe de demolição.

— Qual o limite de vocês, então?

Gustavo abriu a mão.

— Mais cinquenta milhões.

— Vocês estão querendo arrancar o nosso couro!

Tainá interveio:

— Vamos fazer o seguinte: baseando-se no que o Gustavo disse, a gente fecha com um desconto de cinco milhões. Não baixo um centavo a mais.

Ainda assim, os fiscais pareciam engasgados.

— Qual o valor máximo que vocês têm autorização para liberar? — pressionou Tainá. — Eu detesto enrolação. Se o valor for justo, fechamos o contrato agora mesmo. Se não, estamos indo embora.

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