Ao ouvir as palavras do assistente, Hélder disse com indignação: — Hmph! Eu sabia, a Família Torres não tinha boas intenções. Peça a Laura para continuar de olho, e peça-lhe também para contatar o Adalberto se houver algum problema, ela não deve nos ligar diretamente.
Osmar imediatamente ligou de volta para o número e repassou o recado.
Laura Torres do outro lado do telefone: "…Eu lutei muito por essa informação e ele ainda me pede para reportar primeiro a Adalberto, sem nenhum elogio?"
Ele era apenas um mordomo. Que direito ele tinha de controlá-la?
Osmar: — Chefe, ela disse que continuará cooperando plenamente conosco, mas no futuro, se a Família Torres cair, ela quer seis décimos das ações. Caso contrário, não continuará a trabalhar para nós.
— Ela não é muito capaz, mas as suas palavras são bastante grandes — Hélder zombou.
— Aceite. Eu quero ver o quão capaz ela vai ser quando a hora de nos tirar as ações chegar.
Ao mesmo tempo, no terraço do prédio do Grupo Torres, Laura, que tinha acabado de terminar sua ligação, estava olhando com desprezo para o número em seu celular.
"Pensam que podem me usar? Pensam que eu sou burra? Vamos ver quem vai usar quem no final."
Quando o Grupo Torres for realmente meu, por que diabo eu o dividiria com vocês?
— Laura, o que você está fazendo?
O horário do almoço tinha chegado e Fernanda queria ir com Laura para comer, mas não a encontrou no escritório do CEO.
Exatamente quando estava prestando a se virar, viu de relance Laura no terraço, olhando intensamente para seu telefone com uma expressão estranha.
— Ah! Eu... eu... — Laura sentiu-se pega, começando a gaguejar.
Porém, vendo que Fernanda era quem a chamava, soltou um suspiro de alívio.
— Madrinha, o que você faz aqui?
— Eu estava a caminho da cafeteria para comer, não a encontrei e vim procurá-la. Além disso, o que você estava fazendo agora há pouco?
Olhando para os modos misteriosos da menina, ela suspeitou se a garota não estava fazendo algo idiota de novo.
A garota havia sido mal-educada, e ela precisava trabalhar a mente da menina.
Diz o ditado que um cavalheiro ama a fortuna, mas a obtém de maneira digna.
O "digno", é claro, não era sobre "direitos", e sim sobre a tática para se obter a fortuna.
Você podia usar táticas baratas, força bruta, e agir assim que surgissem oportunidades.
Mas Laura apenas puxou-a de lado para que ela se sentasse.
— Thiago, vejo que tem investido no mercado financeiro recentemente, por que você não me ensina como se faz?
Se aprendesse como, ela poderia retirar ainda mais informações corporativas.
— Quem te disse que eu estive investindo em ações esses dias? — Thiago Torres fitou-a de volta cuidadosamente.
— Eu só vi os seus últimos dias pelo computador...
— Fazendo o quê no meu computador? Se você não sabe o que se passa, então não abra a boca! Você é apenas uma estudante do ensino médio, essas coisas não são adequadas para você mexer!
Os olhos de Laura ficaram vermelhos num estalo e grossas lágrimas rolaram.
— É assim que se fala com a sua irmã? É tão ruim que ela queira começar cedo a aprender sobre finanças? — Martim Torres desaprovou.
— Thiago, não custa nada você ensiná-la um pouco — Alexandre também considerou o irmão mais velho muito cabeça-dura.
— Ensinem vocês se quiserem. Eu não tenho nem o tempo, nem a energia para isso.

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