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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 285

— Eles foram emprestados pelo meu irmão marcial, vou ter que devolvê-los.

Suzi franziu a testa, sentindo uma certa pena.

— E se eu tentar falar com seu irmão marcial e pedir para ele deixar os dois com você?

Tainá riu, sem saber o que dizer.

— Não é bem assim que funciona.

Eles são grandes irmãos que cresceram juntos e têm um vínculo muito forte. Não podem ser simplesmente dados a alguém.

— Ah, entendi. Então deixa pra lá.

Suzi suspirou, lamentando a situação.

— Se alguém quisesse pegar a minha Suzi emprestada, eu também não deixaria.

Tainá estendeu a mão e acariciou os ombros e os braços dela.

— Menina boba.

Suzi finalmente sorriu.

— Suzi, eu percebi que você trata todos nós super bem, mas por que vive pegando no pé do Jonas? — Lino não conseguiu evitar perguntar.

— Tá bom, tá bom. Já que todos vocês estão dizendo isso, serei menos exigente com ele de agora em diante.

Depois de acalmar Suzi e vendo que ainda era cedo, Tainá começou a estudar.

Quando ela estava voltando mais cedo, o mestre havia lhe dado outro livro grosso sobre farmacologia. Ela já havia passado do nível intermediário e, de agora em diante, deveria avançar rumo a se tornar uma Farmacêutica Sênior. Os degraus à sua frente eram mais altos e íngremes.

Não muito tempo depois de começar a ler, William Queiroz ligou.

— Senhorita, viu as fotos que te mandei?

— Não olhei o celular ainda.

— Tainá, quem está te chamando de senhorita?

Naquele exato momento, Suzi, que havia cortado algumas frutas e as estava trazendo, achou estranho ouvir alguém chamando Tainá de senhorita e perguntou sem pensar.

— É um dos subordinados do meu mestre.

Antigamente, apenas os empregados da Família Torres a chamavam assim.

William e seus homens trabalhavam para o Mestre Yao, e Tainá era discípula dele. Como os discípulos diretos eram considerados quase como filhos, eles chamavam Tainá de Senhorita.

Após desligar o telefone, Tainá tentou se lembrar cuidadosamente da mulher chamada Lorena Oliveira.

A lembrança não era muito clara, mas, em sua vida passada, parecia ter ouvido Laura Torres mencioná-la.

Naquela época, Tainá já havia sido morta por eles. Como não aceitava sua morte, sua alma ficava vagando ao redor daquelas pessoas em estado etéreo.

Naquela altura, Laura já estava casada com Henrique Alves. Certa vez, quando voltou para a casa dos Torres, ela fofocou sobre isso com Viviane Lopes.

Parecia que o Sr. Alves, pai de Henrique, dava muito valor a uma funcionária chamada Lorena e até a transferiu para a diretoria, num cargo muito importante.

A mulher era muito bonita, inteligente e competente. A Sra. Alves morria de ciúmes e fazia escândalos constantes com o marido por causa dela.

Naquela época, a Sra. Alves nunca tratava bem sua nora Laura.

Por isso, ver a própria sogra engolir sapos deixava Laura radiante de alegria.

Até hoje, Tainá ainda se lembrava da expressão de pura satisfação no rosto de Laura naquela ocasião.

Na vida passada, Laura fez de tudo para colaborar com Hélder Gusmão. Ela esgotou todas as suas forças, destruiu a Família Torres e arruinou a Família Alves.

No fim das contas, não só ela não conseguiu se tornar a chefe da Família Torres, como Gusmão havia prometido, como não recebeu absolutamente nada.

Quando perdeu sua utilidade, ela foi descartada como lixo inútil.

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