— Senhora, as salas privadas seguem uma ordem de chegada e o horário da sua reserva ainda não chegou. Por favor, sente-se e tome uma xícara de chá, já estará pronto.
— Quem quer saber do chá vagabundo de vocês? Já que não limparam a sala a tempo, eu não quero mais. Quero meu dinheiro de volta.
E tem mais: vocês me fizeram perder tempo, então exijo uma compensação de dez vezes o valor.
— Podemos devolver o seu dinheiro, mas não violamos nenhuma regra. Não existe política de indenização de dez vezes o valor.
A garçonete também não cedeu aos caprichos dela.
Nisso, muitos clientes que estavam comendo se aproximaram para ver o barraco. Tainá e suas amigas foram junto para dar uma olhada.
Por que Tainá achava aquela mulher liderando o barraco tão familiar? Ela não conseguiu se lembrar de imediato.
Ah, sim! As fotos que William havia enviado na noite anterior. Não era aquela a Letícia? E a mulher... Lorena?
— Olha só que atitude a de vocês! É assim que costumam tratar os clientes no dia a dia?
— A loja cresceu e agora humilham os clientes? Os negócios vão bem e agora vocês não dão a mínima para quem frequenta?
Duas mulheres que acompanhavam Lorena entraram na onda e começaram a instigar.
— Nós atendemos os verdadeiros clientes com dedicação. Mas vocês são clientes?
Fica óbvio que vieram aqui só para arrumar confusão.
A funcionária tinha uma língua afiada.
*Plaft!*, Lorena estendeu a mão e deu um tapa no rosto da funcionária.
A garota colocou a mão no rosto e encarou Lorena, furiosa, pronta para revidar.
Tainá segurou a funcionária e sussurrou em seu ouvido: — Caia e finja que se machucou.
Sob os olhares de todos, se a funcionária revidasse, a situação viraria uma briga generalizada, prejudicando a reputação do restaurante. Além disso, ficaria difícil para a polícia processar Lorena ou exigir indenização depois.
Lorena achou que o restaurante havia se acovardado e ficou ainda mais arrogante.
— Não vão pagar, é?
Lorena pegou os pratos da mesa e começou a atirá-los no chão.
A garçonete que havia levado o tapa tentou impedi-la, mas Lorena a empurrou com força, derrubando-a no chão, e a garota não levantou mais.
Tainá se aproximou fingindo ajudar a garçonete, sussurrando no ouvido dela: — Daqui a pouco, quando for para o hospital, diga que está com muita dor de cabeça. Fique internada o máximo que puder, e nós garantiremos a sua indenização.
— O estado dela é grave! Rápido, liguem para a ambulância!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão