Aqui havia várias pessoas mal-intencionadas observando como tigres. Ela precisava garantir que não fizessem nada contra sua casa enquanto estivesse fora.
Para ser honesta, na atual posição de Tainá, ela não podia mais viver sem guarda-costas.
— Quais são os nomes de vocês? — Tainá olhou para o careca e para o da trancinha.
— Pode nos chamar de tio.
— Não querem falar, é? Então vou chamá-los de Careca e Trancinha.
Ela estava contratando guarda-costas, não tios.
Acharam que podiam mandar nela por ser jovem? Nem pensar, íamos ver quem mandava em quem.
Zacarias, ao lado, cobriu a boca rindo.
Zacarias era um homem do Mestre Lago, e naturalmente sabia o quão orgulhosos esses dois eram. Não esperava que a chefe os chamasse assim, foi muito bem feito.
Os dois agora eram subordinados de Tainá, e teoricamente, ela deveria chamá-los de Senhor fulano, ou até pelos nomes deles diretamente.
Quanto a chamá-los de irmão, tio ou afins, dependia da boa vontade de Tainá. Era uma questão de respeito e de afeto, assim como Tainá chamava a dupla Vagner e Lino de irmãos.
Mas se eles próprios exigissem serem chamados assim, então estariam passando dos limites.
— Que falta de educação, foi assim que seu mestre te ensinou?
— Não envolva o meu mestre, a falta de educação é de vocês. Vocês foram contratados com o meu dinheiro, e aqui as minhas regras prevalecem, tudo será feito de acordo com as minhas ordens.
O de trancinha pegou o celular para ligar: — Lago, essa sua discípula idiota nos chamou de Careca e Trancinha.
— Hahaha, esses dois nomes são ótimos, hahaha, vou começar a chamá-los assim daqui em diante.
— Você? Tal mestre, tal discípula, farinha do mesmo saco.
— Não vamos mais trabalhar.
— Podem não trabalhar, mas primeiro paguem a multa por quebra de contrato.
Afinal, eles não eram insubstituíveis.
— Você? Caímos numa armadilha, se soubéssemos, não teríamos assinado aquela porcaria de contrato.
Mesmo não concordando, os dois não disseram mais nada.
O Mestre Lago os escolheu, no geral o caráter deles devia ser bom, e a habilidade deles era forte.
Antes de partir, Suzi arrumou as malas de Tainá e a avisou repetidas vezes: — Coma na hora certa, descanse na hora certa, e não se esgote, viu? Ah, e coloque roupas quentes quando for sair, coma comida quentinha, e não tome friagem. Sair e ficar doente vai te dar muito trabalho.
— Eu já sei, Suzi.
Além de Tainá e de Lúcio, do Luan e André, de Carlos Xavier e seus respectivos guarda-costas, o Diretor Gustavo e o Vice-Diretor Lira também os acompanharam.
Eles queriam abrir uma filial da Céu Azul Entretenimento em A Capital.
Além deles, Vicente Guedes e seu vice-diretor planejavam abrir uma filial de hot pot lá também.
Três horas depois, Tainá liderou o grupo de altos executivos do Grupo Céu Azul e pousou com sucesso no aeroporto de A Capital.
Ali era o centro político, cultural e econômico de todo o país. Se o Grupo Céu Azul quisesse ter um grande desenvolvimento no futuro, vir para cá era inevitável.
Se a entrada de Júlio Campos em A Capital antes do ano-novo fora o primeiro passo, agora era a força principal do Grupo Céu Azul se estabelecendo oficialmente em A Capital.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão