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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 297

O canto da boca de Lúcio se curvou de leve: — Você quer que eu te ajude a administrar a Empresa de Tecnologia Digital, não é?

A pequena garota à sua frente era uma líder nata, mesmo sendo apenas uma estudante do ensino médio.

— A Bicicleta Verde já se estabilizou; tirando situações especiais, o que resta agora é manutenção. Depois do ano-novo não precisaremos despender de tanta energia. Se deixar você sempre só no controle disso, sinto que seu talento estaria sendo desperdiçado.

— Pare de jogar confete, você só não aguenta me ver com tempo livre. O que quer que eu faça? Diga logo.

Ele ergueu o queixo e virou o rosto para o lado.

Tainá sabia que Lúcio não era fácil de enganar, e tirar vantagem dele não era uma tarefa fácil.

Mas sua capacidade de liderança era de fato, muito forte.

Na época que trabalharam no projeto das Bicicletas Compartilhadas, se não fosse por ele, Tainá não conseguiria fazer aquilo dar certo baseada apenas em suas ideias e teorias.

Mesmo que ela fosse inteligente e capaz, nesta e na sua vida anterior, ela sempre foi uma estudante do ensino médio.

Sem argila, não se levanta uma parede; ninguém sai do ventre da mãe sabendo tudo.

Mesmo que Tainá tivesse renascido, ela não havia recebido ensino superior e não tinha experiência em gerenciar grandes grupos.

Então, ela ainda precisava continuar seus estudos e praticar artes marciais.

Na gestão do grupo, ela precisava observar e aprender junto de Lúcio, Gustavo e Júlio, acumulando experiência na prática.

Mas principalmente dependeria deles.

Ao ouvir as palavras de Lúcio, Tainá não pôde recuar. Se ela queria a ajuda dele, tinha de falar diretamente.

— Eu queria que você fosse o presidente do grupo, isso é verdade. Eu queria que você me ajudasse a construir a empresa de tecnologia também, isso também é verdade.

— E você? Vai se livrar da responsabilidade?

Até ele queria ser o chefe que só delegava, não, na verdade, ele agora era um chefe que só delegava.

Acontece que ele caiu na armadilha do mestre, que o forçou a ir ajudar a sua irmã aprendiz.

Na época ele pensou que, sendo o irmão mais velho nas artes marciais, era até apropriado dar uma mão.

Afinal de contas, Tainá havia sido enxotada de casa na época e passara por maus bocados.

Ainda era uma estudante e já precisava ganhar a própria vida.

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