Tiago olhou para a garota à sua frente; ela era alguns anos mais nova que ele, mas parecia quase divina, como se soubesse de tudo.
— Sim, eu gosto muito de jogos online, mas jogar nunca afetou o meu trabalho ou os meus estudos.
Ele achou que a chefe estivesse preocupada que seu hábito com jogos atrapalhasse o rendimento no trabalho.
Embora a empresa tivesse acabado de ser criada, todos na equipe eram destaques em suas faculdades e na área, e para ele, recém-saído da pós-graduação, garantir um salário tão alto não seria nada fácil.
Mas a frase seguinte da garota dissipou todas as suas preocupações.
— E você também gostaria de desenvolver o seu próprio jogo, não gostaria?
— Sim, eu adoraria tentar. — Tiago assentiu.
— Como a senhorita sabia?
— Foi um palpite.
— Eu quero criar uma divisão separada na nossa Empresa de Tecnologia Digital apenas para a criação de jogos, e quero que você assuma a liderança.
— O que precisar, seja de pessoas ou equipamentos, é só discutir com o Diretor Lúcio. Se você tiver colegas de faculdade ou amigos talentosos na área, traga-os também.
— Muito obrigado pela confiança, Chefe Torres.
— Sendo honesta, eu tenho uma ideia para um jogo. Quando você conseguir contratar pessoas suficientes, vocês trabalharão nesse projeto primeiro.
— Que tipo de jogo? — Tiago perguntou, já impaciente de curiosidade.
— Será um Jogo da Fazenda. O jogador poderá assumir o papel do dono de uma fazenda.
— Comprar sementes, plantar, regar a terra, remover as pragas e, após a colheita, vender a produção.
— Depois, recomeça um novo ciclo de plantio.
Tainá só havia exposto o conceito básico, mas Tiago já concordava repetidamente.
— É perfeito, chefe. Vou lhe confessar, algo semelhante já passou pela minha cabeça antes.
— Mas foi apenas uma ideia rápida que não cheguei a explorar.
— Não acredito que pensamos na mesma coisa.

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