— Ele ainda está em atendimento de emergência no hospital, a situação exata só saberemos amanhã — disse William.
Mesmo que um dia ele já tivesse sido seu irmão, Tainá não sentia pena dele.
A Família Torres ter trazido Laura de volta foi o mesmo que colocar um lobo dentro de casa, e depois, a família inteira ajudou o vilão, e, em tudo isso, Giovani jogou muita lenha na fogueira.
Tudo isso era o que eles mereciam sofrer.
...
Enquanto isso, no Grupo Gusmão.
— Chefe, deu certo, desta vez o Giovani, se não morrer, vai ficar aleijado — disse Osmar, curvando-se ao se aproximar de Hélder Gusmão.
Como envolvia muitos segredos, os problemas geralmente eram resolvidos na empresa, raramente levados para casa.
— Ótimo, o peão que alimentei por tanto tempo finalmente serviu para alguma coisa. A seguir, faça com que ela concentre as atenções no escritório do Thiago. Aproveite que a Família Torres está em pânico agora, e garanta que ela pegue a proposta de licitação do Thiago.
Osmar assentiu. — Mas a madrinha dela não quer que ela passe muito tempo na empresa, vive a pressionando para estudar.
— Isso não depende dela — Hélder pensou por um instante. — Você pode dar a ela uma quantia em dinheiro, como pagamento por este trabalho. E depois diga que, assim que ela conseguir a proposta, não a perturbaremos até o vestibular.
— Entendido.
— E mais uma coisa, preste mais atenção na Tainá. Aquela garota é muito estranha, sempre consegue escapar do perigo e ainda ferra os nossos homens. Se isso continuar, ela vai se tornar uma adversária poderosa.
— Sim, chefe.
Hélder desviou o olhar para os documentos, mas sentiu que Osmar ainda estava ao lado dele e se virou novamente: — Você tem mais alguma coisa para falar?
— Chefe, acho que, para absorver as empresas da Família Torres, não precisamos necessariamente causar a ruína total deles.

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