— Não foi nada demais. Quando estávamos voltando, um caminhão veio subitamente para cima da van no meio do caminho.
— E depois?
— Depois, graças a Nero, que estava no banco do passageiro da frente, conseguimos desviar do caminhão quando ele virou o volante para o acostamento no momento mais crítico.
— Acontece algo tão grave e você não me liga imediatamente! Eu só fiquei sabendo que vocês quase sofreram um acidente porque meus subordinados me contaram — o mestre a repreendeu.
— Fui imprudente, mas já estava prestes a contar. Depois do acidente, fiquei um pouco tonta e estava lidando com as coisas por aqui. Pensei em voltar para casa, me acalmar, e então ligar para o senhor. Prometo que, de agora em diante, serei a primeira a avisar se acontecer alguma coisa.
— Lembre-se disso. Grave bem: o seu mestre aqui é o seu maior porto seguro. Não importa o que aconteça, você deve me avisar imediatamente.
— Entendi, mestre.
— Já mandei investigarem. O motorista do caminhão, superficialmente, não tem ligação nenhuma com o Grupo Gusmão. Portanto, as investigações oficiais sobre esse incidente não chegarão a quem está por trás.
Não era teoria da conspiração deles. Como poderia existir tamanha coincidência no mundo?
Por que o caminhão perdeu o controle justo quando cruzou com Tainá e os outros?
— Mestre, não há mais nenhum outro ponto suspeito?
— Descobrimos depois que o cunhado do motorista trabalha no Grupo Gusmão. Tainá, não podemos ficar sempre na defensiva. Quer que eu acabe com Hélder Gusmão?
— Não precisa, mestre, seria fácil demais para ele. Deixe-o brigar com a Família Torres primeiro, depois agimos conforme a situação. O que precisamos fazer agora é tentar reunir provas dos crimes deles.
A menos que fosse o último recurso, Tainá não queria que as mãos de seu mestre se sujassem de sangue. Quem anda muito na escuridão, acaba encontrando assombrações.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão