— Como é? Seu amigo? O número de telefone, está falando daquele número? Qual o nome dele?
Tainá perguntou a Lúcio.
— Não sabe nem o nome e tem o número, de onde você tirou?
— Fiquei sabendo por acaso. Ouvi dizer que ele é incrível com computadores, então gravei.
A princípio, ela quase mentiu dizendo que o pessoal do mestre quem tinha encontrado, mas, pela reação, achou arriscado caso ele resolvesse conferir.
— Pode esquecer. Ele não vai trabalhar para a gente.
— Lúcio, mas quem é ele afinal? O que ele faz?
— Já que você não sabe, melhor deixar assim.
Tainá, entretanto, não desistiria tão fácil.
— Lúcio, pelo menos me diz se é um cara ou uma mulher.
— Haha! Então você nem sabe se é ele ou ela? Isso prova que você não tem nenhum tipo de relacionamento com ele. Pare de investigar e esqueça que isso existiu.
Essa atitude só atiçou a curiosidade dela ainda mais.
— Não é isso, mas por acaso não se pode saber quem ele é? Do jeito que você fala, parece ter muito mistério.
— Mistério ou não, isso não te diz respeito. O que você deve saber é que ele não vai trabalhar para nós. E só.
Após essa resposta final, a ligação encerrou.
Desapontada, a menina lhe enviou uma última mensagem. [Lúcio chato. Nenhuma simpatia.]
Que seja, quanto ao seu benfeitor da vida anterior, talvez os destinos os reunissem se assim estivesse escrito. Do contrário, apenas indicaria que não foram feitos para o encontro desta vez.
De toda forma, o projeto de finanças da internet foi estabelecido.
No outro dia, de volta à escola, Tainá e Ana aguardavam em êxtase pelos anúncios dos resultados das competições estaduais. Enquanto isso, Luna aproximou-se, de rosto pálido e com lágrimas escorrendo pelo rosto. — Tainá... acho que não vai rolar entre o Leandro e a minha cunhada.
— Se o seu irmão não der certo com ela, os dois podem procurar outra pessoa. Pra que todo esse drama?

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