Sob o olhar devorador de Martim Torres, Laura afastou-se lentamente da mesa, ajoelhou-se e aguardou o veredito.
Ela sabia que suas ações haviam sido descobertas novamente. Com certeza eram aqueles idiotas, que não agiram com cuidado e acabaram a envolvendo.
A culpa também era daquele Hélder Gusmão, que recentemente fazia com que ela fizesse uma coisa após a outra.
Laura, pela primeira vez na vida, lembrou-se das palavras de seus pais adotivos: quem caminha muito à noite, mais cedo ou mais tarde encontra um fantasma.
Só não sabia, qual dos seus feitos seria exposto?
E se, de agora em diante, não ajudasse mais a Família Gusmão e desistisse de engolir a Família Torres?
Na verdade, ser pacificamente a Senhorita Torres também não era ruim.
Mas, se fizesse isso, abandonaria completamente sua intenção original de colocar as mãos na imensa fortuna da Família Torres, e não se conformaria.
E Hélder também não permitiria que ela desistisse. Com a crueldade deles, com certeza não a deixariam em paz, e seria ainda pior para ela.
O que ela deveria fazer?
A mãe! Sim, a mãe com certeza a protegeria. Mesmo que o mundo inteiro fosse contra ela, a mãe com certeza a protegeria.
— Mãe, buááá, não fui eu, eu não fiz, é alguém armando pra mim. — Laura disse enquanto chorava.
Mas, desta vez, Viviane não a defendeu.
— Laura, como pôde se unir a gente de fora para prejudicar o seu quarto irmão? Era o seu próprio irmão, e ele sempre te protegeu.
Você diz que não fez, mas as provas não podem ser forjadas.
Desta vez, Thiago e Alexandre não disseram nada, apenas observaram friamente.
Na verdade, logo cedo de manhã eles já tinham visto as notícias na internet, mas desdenhavam falar qualquer coisa.

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