— Ah, como assim? Por que aqueles caras mirariam nela? — Tainá ainda não conseguia acreditar.
Afinal, elas tinham passado um dia juntas, e Valentina não parava de dizer que era fã de Tainá. O seu desaparecimento deixava Tainá genuinamente triste.
Ela conseguia perceber que Débora também estava sofrendo.
— Porque ela é imatura e fácil de enganar — respondeu Débora, num tom de impotência. — Você a conhece, ela é maluca por homens bonitos. Ela começou a namorar um cara de fora da universidade. Ele era super charmoso, a deixou completamente cega de paixão. Ela até desistiu de todos os ficantes da universidade por ele. Durante um tempo, Valentina ainda se gabava para mim, dizendo que tinha arrumado um namorado lindo de morrer.
Débora deu um sorriso amargo e continuou:
— Se não fosse por isso, eu nem estaria sabendo de nada. Ela disse que o namorado dela, com certeza, era mais bonito que qualquer cara que eu viesse a ter no futuro, e mais bonito que o namorado da Luna. Ela chegou a dizer que... que ele poderia até competir com a beleza do seu namorado. O tom dela parecia uma resposta à nossa fala de que um homem excelente não iria se interessar por ela. Na cabeça dela, quem é bonito é gente boa. Talvez porque antes dissemos que ela era superficial e inconsequente, ela afirmou que daquele momento em diante estava sendo fiel e que não procuraria mais outros namorados.
Do outro lado da linha, Débora secou as lágrimas e continuou:
— Ela se exibiu para mim várias vezes seguidas, e depois... depois, sumiu. Na época, eu até achei que ela finalmente tinha se cansado de se gabar e que tinha sossegado, mas pouco tempo depois a minha tia me ligou dizendo que não conseguia entrar em contato com a Valentina. De jeito nenhum!


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