Valentina: — Vamos comer aqui, é só pedir. Não quero sair para comer.
Henrique tinha horários muito regulares para o cotidiano e não costumava pedir comida, ele parou brevemente o que estava fazendo, olhou fundo para ela, sem dizer nenhuma palavra.
O seu olhar profundo penetrou imediatamente no ciúme e na defensiva por trás dos olhos dela.
Ela era medrosa e sensível no íntimo, provável por medo de encontrar algum conhecido fora.
Depois de um silêncio breve, Henrique adotou um tom grave, a abraçando e a acalmando: — Manter as coisas em segredo por enquanto fará bem a você.
Valentina olhou para ele, atônita, e nada disse.
Henrique segurou na mão fina e gélida dela, a sentindo enrijecer por alguns segundos: — Vamos lá. Tem um lugarzinho de comida caseira que ninguém sabe da existência, vem... Iremos furtivamente.
Valentina não resistiu mais, ela permitiu que ele a conduzisse até o outro lado do escritório. Como a cobertura, não restava ninguém fora Hana e Thiago.
Henrique: — Podem encerrar por hoje.
Ele planejava dirigir pessoalmente, Thiago viu a cena e aliviou sua mente, despedindo-se depressa.
Valentina o acompanhou até um pequeno restaurante fechado, e ainda tinha uma certa tensão nas emoções.
Henrique logo notou que, diante da família, Valentina virava uma menininha dócil, mas quando ficava ao lado dele, não passava de um pequeno leão enfurecido. Não era todo dia que ela ficava mais pacífica e, embora parecesse chateada ainda, era algo precioso.
Em pouco tempo, os pratos foram trazidos à mesa. O aroma infestou a sala, e o homem pegou uns hashis compartilhados para servi-la.
— Pode comer, percebi que você deu uma emagrecida.
— Uhum.
A refeição seguiu lentamente no meio de um silêncio, onde na maioria só Henrique falava. Valentina deixou a mente completamente avoada, ignorando a refeição maravilhosa, o tempo passou voando e logo a noite sombria assumiu.


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