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Renascida Para a Vingança: O Magnata Vai Rastejar romance Capítulo 701

No caminho de volta, Henrique comentou: — Levar o Kiki para sair dá um baita trabalho.

— É melhor comermos em casa no futuro.

— Esse Bernardo Souza... eu achava que ele não falava tanto assim antes. Ficar se preocupando tanto com você. Será que a esposa dele não vai brigar com ele quando chegarem em casa?

Valentina estava sentada no banco de trás, segurando o adormecido Kiki nos braços. O garotinho, de barriga cheia, dormiu assim que entrou no carro, com o rosto enterrado no peito dela: — Foi apenas uma conversa normal.

— Afinal, éramos amigos no passado.

Henrique soltou um "Heh" baixo e riu.

— Do que você está rindo? — Valentina levantou os olhos, olhando para o homem no banco do motorista.

— Um amigo com quem você queria se casar?

O interior do carro ficou em silêncio por um momento.

Valentina encarou o rostinho fofo de Kiki, sem sequer levantar a cabeça: — O bebê já nasceu e você ainda está sentindo ciúmes velhos assim.

Henrique olhou pelo espelho retrovisor e perguntou de repente: — Desde quando você começou a gostar de mim?

Valentina piscou os olhos, olhou instintivamente pela janela do carro e falou em voz baixa: — Não é bom falar sobre isso enquanto se dirige.

— Eu quero ouvir.

Isso já fazia muito tempo. Após um momento de silêncio, Valentina começou a falar lentamente: — Quando éramos pequenos, você, o Arthur Queiroz, o Ricardo Lemos e outros meninos foram escalar a montanha. Eu fiz um escândalo para que você me levasse também. Você me carregou nas costas por um trecho... E logo depois que você me colocou no chão, caí em um buraco de quatro ou cinco metros de altura. Fiquei presa lá embaixo chorando, e o grupo inteiro só gritava que precisava chamar a polícia primeiro e esperar o resgate. Só você desceu pelo barranco íngreme para me salvar.

Os cílios de Valentina tremeram, e seu tom carregou um pouco de devaneio: — Acho que... foi nessa época.

Henrique estava olhando para o trânsito à frente. Ao ouvir isso, ele a observou pelo retrovisor. A luz no banco de trás era fraca, e ele não conseguia ver a expressão dela por completo. Mas percebeu a mágoa e a tristeza nos olhos dela.

Gostar dele acabou se tornando algo que a fazia se sentir péssima por inteiro.

Esse pensamento perfurou seu coração como a faca mais afiada.

A mão de Henrique apertou ligeiramente o volante, e um longo arrependimento surgiu em seu coração.

A ternura do quarto se dissipou, o tempo fluiu lentamente.

— Se tiver alguma insatisfação comigo, me diga, está bem? — Henrique abraçou Valentina com força. — Ficar guardando raiva toda vez já deu.

Valentina estava deitada em cima dele, o peito arfando levemente: — Antigamente, quem achava que eu falava demais e me achava chata era você. Agora eu não vou falar, vou te irritar até a morte.

— Você está irritando a si mesma, ou está me irritando? — Henrique beijou a testa suada dela. — Se você não falar, vai sair perdendo.

Homens são tão assustadores, tão cruéis.

— Talvez você se apaixone por outra mulher no futuro e seja ruim comigo.

Henrique a abraçou mais apertado: — Nunca vou me apaixonar por outra mulher.

— Quando eu morri na minha vida anterior, estava sozinho no mundo. Onde é que tinha mulher do meu lado?

Valentina sentiu o corpo exausto e fechou os olhos lentamente. Ela não sabia se aquilo era verdade.

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