Uma hora depois, Lavínia Paz estava exausta, jogada na cama, resmungando baixinho.
Porém, as veias na testa de Gustavo Marques já não se destacavam tanto quanto antes; ele parecia mais relaxado, com um leve sorriso quase imperceptível no canto dos lábios.
...
Às três da tarde, Lavínia Paz chegou à empresa de serviços domésticos.
O proprietário lhe entregou o contrato de prestação de serviços.
— Este é o contrato, dê uma olhada. Se estiver tudo certo, pode assinar.
Lavínia Paz examinou o documento com atenção. Apesar de ser apenas um contrato de prestação de serviços, era melhor garantir que tudo estivesse em ordem.
Como não encontrou nenhum problema, ela enfim assinou.
— O cuidador já está aqui na empresa? — perguntou Lavínia ao proprietário.
Ele assentiu.
— Sim, ele está aqui e pode ir com você a qualquer momento.
— Ótimo, então vamos agora mesmo. — Lavínia não queria se afastar de Gustavo Marques por muito tempo, ainda mais depois do que Adriana Lacerda enfrentara naquela manhã.
O proprietário apresentou o cuidador a Lavínia.
— Esta é a sua contratante, Srta. Lavínia Paz.
— Srta. Paz, prazer, meu nome é Gabriel Cruz. — Gabriel sorriu para ela, estendendo a mão num cumprimento educado.
Lavínia franziu levemente a testa, observando Gabriel Cruz de cima a baixo. Ele tinha cabelos negros, traços harmoniosos, pele iluminada — era o típico rapaz com ar de menino, expressão dócil.
Parecia bem mais jovem do que na foto, muito menos do que seus vinte e três anos, quase como se fosse menor de idade.
Com aquela aparência, será que ele realmente sabia cozinhar tão bem e ainda era capaz de enfrentar oito adversários de uma vez? Esperava não ter que ajudá-lo numa eventual confusão.
Lavínia não conteve a dúvida quanto à idade real de Gabriel. Estendeu a mão para ele.
— Mostre-me sua identidade.
Gabriel ficou surpreso por um instante, mas logo tirou o documento da carteira e o entregou a Lavínia.

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