"Ouvi que o Sr. Nelson tinha sido internado no hospital. Os rumores são de que ele bebeu vinho adulterado no banquete de ontem. Senhorita, tenho certeza que o Sr. Talylor não te atingiu de propósito..."
Polly prestou muita atenção à expressão de Aurora enquanto falava. Aurora, que até então estava enxugando suas lágrimas, de repente olhou para ela friamente. "Você tem certeza de que ele bebeu vinho adulterado?"
Ela não tinha certeza se era uma percepção errada da sua parte, mas o olhar gélido de Aurora parecia ter visto através da sua mentira.
Por um momento, ela ficou atônita.
Depois disso, ela sentiu um calafrio no rosto. Ao voltar a si, um rosto gigantesco se avultou à sua frente. Tinha olhos terrivelmente injetados de sangue, que brilhavam como se houvesse uma faca escondida neles, e um sorriso formou-se nos lábios rachados.
Polly gritou e deu um passo para trás, assustada.
Quando ela se recuperou do choque, percebeu que era Aurora!
Aurora encostou-se na cama e a olhou com um leve sorriso.
Todo o quarto estava silencioso, e o coração de Polly batia descontroladamente.
No entanto, a culpada sentada na cama agia como se nada tivesse acontecido. Ela piscou os olhos e perguntou, "O que aconteceu?"
"O que, o que você estava fazendo agora a pouco?" Polly se sentiu ressentida ao lembrar como essa idiota havia lhe dado um susto tão repentino.
"Você não me respondeu, então eu quis ver se você estava bem," disse Aurora, inocentemente. "Eu não te assustei, assustei?"
Como Polly admitiria que tinha sido aterrorizada por esse monstro feioso? Ela apressadamente disse, "Não... Impossível."
Atordoada, Polly viu que Aurora já tinha secado suas lágrimas. "Então o Stephan foi drogado. Eu sabia que ele não faria uma coisa dessas comigo," disse Aurora suavemente.
Assim como em sua vida anterior, Polly já havia entrado em contato com Stephan. Cada palavra que ela disse havia sido para tentar persuadir Aurora a encontrar-se com Stephan.
Os lábios de Aurora mostraram um sorriso de escárnio, mas ela fingiu surpresa: "Sério? Então deixe-o entrar rapidamente!"
Polly hesitou e disse: "Senhorita, você vai se encontrar com o Sr. Nelson no quarto?"
"Por que não o encontramos lá fora? Mas primeiro, você terá que me desacorrentar. Deixe-me ver o que podemos usar para quebrar as correntes!"
Aurora murmurou, e então seus olhos se iluminaram.
Ela pegou a garrafa de porcelana azul e branca ao lado da cama, e antes que Polly pudesse impedi-la, houve um grande 'estouro!'
O vaso se espatifou contra a corrente de ferro e estilhaçou, cortando sua pele clara e fazendo-a sangrar.

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