As socialites observavam como se estivessem assistindo a um espetáculo circense, conversando em voz baixa e olhando para Rosa com grande interesse.
Jessica franziu a testa.
Aquelas mulheres claramente estavam se divertindo às custas de Rosa.
E Rosa... parecia estar gostando de fazer o papel de palhaça.
Era como uma briga entre dois que concordam: um bate e o outro apanha.
Jessica balançou a cabeça em resignação, sem vontade de se meter nos assuntos pessoais de Rosa, e quis voltar a conversar com sua antiga amiga.
O som do violino parou abruptamente.
Rosa colocou o violino de lado e olhou friamente para Jessica.
"Não é a Jessica? Foi você que me ensinou a tocar, e agora faz essa cara de desdém por quê?"
Jessica permaneceu impassível.
As pessoas ao redor começaram a comentar, e Sandra também olhou interessada.
Rosa, no entanto, não desistiu.
"Jessica, será que você está tão bem cuidada por algum homem que até esqueceu como se toca violino? Por que não sobe ao palco e mostra quem de nós é melhor depois de todos esses anos?"
Como um mosquito irritante, pensou Jessica.
Ela se virou calmamente.
"Você, minha oponente?"
"Por que não?" Rosa riu com frieza. "Enquanto você estava ocupada com homens, eu nunca larguei o violino..."
Antes que pudesse terminar, Sandra, já sem paciência, a interrompeu.
"Pelo que ouvi da sua música, você não toca violino profissionalmente."
"Diz que nunca abandonou o violino... Se realmente tivesse praticado, não estaria nesse nível tão ruim. E ainda tem a cara de pau de dizer que foi ensinada por Jessica, só para envergonhá-la?"
Jessica quase riu.
Sandra, essa sim sabia usar as palavras!
Só então Rosa percebeu Sandra, a mesma mulher completamente coberta que havia sido ridicularizada antes pelas socialites, e agora se sentia mais confiante, levantando levemente o queixo.

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