Embora não estivesse no viva-voz, a voz animada de Rosa ainda podia ser ouvida em toda a sala de reuniões.
Luís, com sua gentileza habitual, deu alguns conselhos a Rosa.
"Como a professora está em casa, siga bem as instruções dela. Com a orientação dela, você terá mais chances de entrar na orquestra dos seus sonhos."
"Não faça birra. Se você não se sentir bem, avise-me a qualquer momento."
"Tenho que cuidar de meus negócios agora..."
O tempo passou lentamente.
Somente quando Rosa foi convidada a continuar praticando, Luís desligou o telefone.
Jessica, por sua vez, recebeu uma mensagem.
"Se você quiser que os procedimentos de transferência do Grupo Fernanda sejam acelerados, negocie bem."
A ameaça de Xande havia chegado novamente.
O olhar de Jessica ficou sério e, sem se importar com as pequenas desavenças recentes com Luís, ela pediu diretamente a Nana que trouxesse alguns projetos de investimento e os entregou a Luís.
"O Grupo Ferreira é grande e poderoso. Se você quiser se estabelecer na Cidade Capital, por que não dar uma olhada nesses projetos?"
Luís ficou surpreso.
Antes, Jessica tinha sido indiferente com ele e agora, depois de um telefonema, parecia incrivelmente disposta a ajudar.
Embora não entendesse o motivo, Luís ficou feliz com a mudança de atitude de Jessica e com as recomendações do projeto.
Jessi finalmente estava prestando atenção nele.
Luís, visivelmente satisfeito, deu uma olhada rápida nos projetos.
"Eles são todos de sua responsabilidade?"
"Em parte, mas todas as aprovações passam por mim."
Afinal de contas, ela era a vice-presidente.
Jessica, atenciosa, até lhe deu uma caneta para assinar.
Com um projeto de cooperação, ele teria mais chances de ver Jessi com frequência.
Com base em treze anos de relacionamento, Luís acreditava que Jessica acabaria voltando para ele.
Em menos de três minutos, Luís já havia assinado todos os documentos.
O contrato estava em vigor.

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