"Sim, combinamos que, se a comida for boa, da próxima vez vamos juntos marcar presença."
Jessica não percebeu o tom de brincadeira nos olhos de Alexandre. No que lhe dizia respeito, era apenas mais um encontro com um amigo, como de costume, sempre em restaurantes diferentes.
Alexandre ficou surpreso por um momento, depois passou a mão na testa, rindo sem jeito.
Ah, André, sua esposa é um pouco ingênua, não é?
Felizmente, os dois tinham interesses em comum e, após a refeição, Jessica ainda estava de bom humor.
Eles comeram e beberam até se fartarem.
E estavam prontos para pegar o carro e voltar ao estúdio para abrir o forno.
Chegando ao estacionamento.
Alexandre, sempre um cavalheiro, abriu a porta do carro para Jessica.
"Obrigada."
Jessica não se incomodou com gestos de cavalheirismo, sorrindo discretamente ao entrar no carro.
Ao lado deles, duas figuras conhecidas estavam paradas.
Rosa, que também acabara de jantar, estava de braços dados com Luís: "Luís! Aquela não é a Jessica? Quem é aquele homem que está com ela?"
Luís ficou imediatamente em alerta.
A família Paiva, que havia "vendido" Jessica como amante para André, certamente poderia fazê-la agradar a outros homens também.
Ele seguiu o olhar de Rosa e viu Jessica sentada no banco do passageiro ao lado de um homem. Ele imediatamente correu em direção a eles.
"Jessi!"
Alexandre tinha acabado de se acomodar no banco do motorista quando ouviu um grito ao longe.
Jessi, quem?
Jessica acordou de seu devaneio e apertou o cinto de segurança.
"Ele é um incômodo. Apenas feche a porta."
"Certo."
Alexandre fechou a porta e trancou o carro.
Quando Luís chegou, ele só conseguiu bater com raiva na vidraça da janela.
"Abra a porta! Deixe a Jessica sair!"
Ela não era uma ferramenta para acompanhar os homens!

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