"Claro que sim."
Jessica respondeu sem hesitar.
André tinha lhe ajudado muito, então ela achava justo dar um pouco do seu tempo para cuidar do avô dele também.
Além disso, o avô era muito gentil com ela, e ela ficava feliz em poder retribuir esse carinho, passando mais tempo ao lado dele.
Simão desligou o telefone satisfeito.
Jessica deixou Xande ainda hesitante e foi dirigindo até a antiga casa da família.
Ela pensou que estaria ali apenas para acompanhar o avô, mas, ao entrar, viu André vindo do jardim, com as calças sociais sujas de grama e terra, enquanto alguns empregados se abaixavam para ajudá-lo a limpar.
Os olhares dos dois se encontraram.
André explicou.
"Vovô me pediu para plantar algumas flores no jardim e o jardineiro não pôde vir hoje."
"Vovô me chamou para fazer companhia a ele."
Jessica respondeu, olhando para a terra nos dedos de André, e se aproximou, "Precisa de ajuda? Eu posso ajudar também."
Antes, André tinha a mesma atitude despreocupada ao ajudá-la a encontrar um gatinho perdido.
E agora, ele estava disposto a fazer essas pequenas tarefas para o avô.
Jessica admirava essa atitude dele.
Mas André olhou para os dedos dela, impecáveis e limpos.
Se ficassem sujos de terra, não pareceriam tão bonitos.
Ele balançou a cabeça, ignorando as flores ao lado da porta.
"Vamos deixar isso para os empregados. Vou me arrumar um pouco e depois podemos subir para ver o vovô."
"Está bem."
Jessica pensou que talvez ele não quisesse que ela mexesse nas coisas do avô, o que a deixou um pouco decepcionada, mas ela continuou a sorrir gentilmente.
Afinal, eles eram apenas aliados, e as tarefas que o avô pedia ao neto não eram da sua conta.
Cada um tinha seus próprios pensamentos.

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