André parecia ter soltado um leve suspiro.
Patrick Freitas entregou-lhe mais alguns documentos, dizendo em voz baixa: “Esses são para hoje, pode ser um pouco demais.”
“Deixe aí.”
André massageou suas têmporas com uma dor de cabeça.
O trabalho da manhã já estava se acumulando, nem queria imaginar o caos à tarde.
O homem desligou o telefone apressadamente.
Jessica, do outro lado da linha, ficou tensa. Olhou para o relógio e depois para o plano de investimento que a Família Torres fez para o Grupo Fernanda. Ela imediatamente teve uma ideia.
Ela saiu rapidamente do escritório.
Monica espiou com curiosidade.
“Jessica, onde você vai?”
“Vou até o Grupo Torres para discutir o plano de investimento anterior. Se houver algo importante, me chame.”
Jessica saiu apressada.
Monica voltou a cabeça e olhou para Nelson do outro lado.
“O Grupo Torres pediu para enviarmos alguém lá hoje?”
“Se ela quiser ir, que vá, desde que eles queiram recebê-la.”
Nelson ajustou os óculos no nariz.
Contanto que o Grupo Fernanda sobrevivesse, ele não se importava para onde Jessica queria ir.
Monica então percebeu — se o trabalho estava feito, por que não usar isso como desculpa para ver o marido? Afinal, eram apenas truques de jovens apaixonados.
Ao sair do Grupo Fernanda, Jessica espirrou com força.
Estranho, quem estaria falando mal dela?
Ela esfregou o nariz que coçava levemente e entrou em um restaurante elegante.
“Um café da manhã, o mais completo, para viagem.”
Menos de meia hora depois.
Ela já estava aos pés do edifício do Grupo Torres.
Embora não tivesse avisado André, ela achou que, usando o nome da empresa parceira, conseguiria entrar. Só precisava ver Patrick, e naturalmente entregaria o café da manhã.

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