“Vovô acordou há pouco tempo, já chamei o médico para dar uma olhada. Não deve ser nada sério.”
Jessica não tinha vindo de carro, então, enquanto falava ao telefone com André, pegou um táxi.
A motorista era uma tia simpática, que ao vê-la tremendo ao entrar no carro, não pôde deixar de oferecer algum conforto.
“Saindo do hospital com essa cara pálida, está se sentindo mal, né? Eu vou dirigir devagar.”
Essas palavras, André ouviu claramente.
A situação do avô estava sob controle.
Por que o rosto de Jessica parecia tão abatido?
Ele percebeu algo estranho e perguntou:
“Aconteceu alguma coisa?”
Não dava para simplesmente dizer que seu sobrinho tentou algo suspeito com ela.
Mas ela havia, de fato, dado uma facada na perna do sobrinho dele, fazendo-o sangrar.
Tentar esconder de André poderia ser complicado.
Ela pensou um pouco e encontrou uma forma de contar.
“O Diego fez algo perigoso, e para me defender, acabei machucando a perna dele.”
Do outro lado, houve um breve silêncio.
Jessica estava nervosa, sem saber como André veria essa disputa sem sangue entre ela e o sobrinho.
Quando estava prestes a explicar mais, André finalmente falou.
“Você se machucou?”
“Sem ferimentos.”
Jessica olhou para o próprio pulso, só tinha algumas marcas de dedos.
Comparado ao corte na coxa de Diego, não era nada.
“Mas você ficou assustada.” André imediatamente captou a informação importante. “Eu vou resolver isso, me manda sua localização para eu mandar alguém te levar para descansar.”
“Não precisa, já estou no carro...”
“Localização.”
André a interrompeu friamente.
Jessica acabou compartilhando sua localização e, até trocar para o carro do Patrick, foi levada em segurança até a porta de casa.

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