Jessica apertou levemente os lábios.
André queria... fazer o nome da mãe ser mais conhecido?
No mundo do design, colaborações entre áreas diferentes eram bem comuns.
Ainda mais quando vinha de um gesto de André.
"Tá bom, deixo ele decidir."
"Por aqui, por favor."
Gerente Campos a guiou para dentro com muita cordialidade.
Do lado de fora, a vendedora ainda segurava o cartão black, conversando com o subgerente.
"Cartão black libera até os itens limitados de graça!?"
"Claro que não! Nem que fosse o presidente dava pra levar edição limitada sem pagar! Foi o Sr. André que ligou agora há pouco, pra pagar pra esposa dele. Coisa de casal, não vai sair por aí fofocando não, viu? Sr. André não é de brincadeira."
O subgerente aproveitou e deu um esporro geral na equipe, mandando todo mundo ficar de boca fechada sobre o assunto.
Diego esperava Luna do lado de fora, o olhar ficando ainda mais profundo.
O tio, pelo visto, até gostava da Jessica.
Mas, no fim das contas, só podia resolver coisas materiais.
O futuro da Jessica, quem podia oferecer, era ele mesmo, ainda jovem.
Depois de experimentar o vestido, Jessica ainda deu um pulo na Fernanda pra uma reunião, e quando saiu do trabalho o céu estava pintado de tons de vermelho.
Ela entrou no Design Amanhã e trocou por um vestido longo verde, com um toque de estilo brasileiro, e jogou uma estola de pelúcia de coelho por cima dos ombros. Assim, nem a brisa da noite no terraço da festa a incomodaria.
O look destacava ainda mais o brilho dos olhos e o queixo delicado, às vezes escondido na pelúcia, tirando o ar sério de sempre e a deixando um pouco fofa.
Na festa, a fome apertou, e ela decidiu procurar algo pra comer.
Mas, no meio de tantos designers e colecionadores, quase não havia sobremesas; até biscoito era raro.
Acabou pegando um suco de frutas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Retorno: A Herdeira