Depois de falar, Yolanda se virou e subiu as escadas.
Ana conhecia Yolanda há muitos anos e entendeu o recado; desviou rapidamente do braço de Luna e saiu apressada.
Mal tinha dado dois passos.
De repente, Luna encostou nela, segurou a barriga e gritou agudo:
"Ai, Ana, você fez de propósito pra se vingar de mim! Minha barriga..."
"Eu... eu não fiz nada!"
Ana gritou em desespero.
Naquele instante, uma das funcionárias entrou e, ao ver Luna segurando a barriga, correu chamar o médico da família.
A casa dos Torres virou um verdadeiro tumulto, e até Simão Torres, que estava descansando, foi chamado ao quarto.
Luna estava deitada na cama, fraca.
O médico da família falou sério:
"Grávidas passam por muita oscilação de humor e o corpo está fragilizado. Por favor, tentem manter o ambiente calmo pra ela."
Luna, com o rosto pálido e os olhos cheios de lágrimas, olhou para Yolanda.
"A culpa é minha, não da esteticista que a Dona Portella contratou e que não gosta de mim."
"O que eu tenho a ver com isso?" Yolanda se adiantou, nervosa. "Eu só mandei a Ana ir embora logo, foi você que foi segurar ela, se esticou toda e agora põe a culpa em mim?"
"Buá, a culpa é toda minha... Eu não sirvo pra ser nora. Só queria perguntar pra Ana o que a Dona Portella costuma fazer de tratamento estético, pra ajudar a marcar pra ela depois. Não sabia que ela pensava assim de mim."
Luna chorou, cobrindo o rosto e escondendo o lado levemente inchado.
O médico da família ficou carrancudo.
"Não deixem a grávida se alterar tanto, vou lá preparar os remédios."
"Chega de confusão."
Simão, já de cabeça doendo com o barulho, lançou um olhar frio para Yolanda: "Se vocês duas continuarem assim em casa, você pode ir morar com o Marcos lá na empresa."

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