A prima já estava realmente de saco cheio, virou as costas e saiu, gritando tão alto que toda a festa ouviu.
O salão ficou em silêncio na hora, e um monte de olhares cheios de deboche se voltaram para Luna.
Ela só queria sumir dali de tanta vergonha.
Suas pernas pareciam ter virado chumbo, ficou parada no mesmo lugar, sem coragem de se mexer.
Alguns instantes depois.
Foi Jessica quem percebeu o clima tenso do lado de fora e se aproximou sorrindo.
"Foi um deslize, um deslize, gente! Somos jovens, é normal errar, então peço aos tios, irmãos e cunhadas que nos ensinem mais. Não fiquem chateados, nem façam essa cara triste, vovô ficaria com o coração partido."
Primeiro, ela baixou o tom para acalmar todo mundo.
Depois, usou o peso da autoridade do avô, um dos mais respeitados ali, para impor respeito.
Deu um afago, mas também mostrou quem mandava.
Os convidados do lado de fora não ousaram reclamar mais; na verdade, passaram a admirar a habilidade de Jessica, tão nova e já cheia de jogo de cintura. Muitos até tentaram se aproximar mais dela, imaginando vantagens futuras.
Jessica transitava com tranquilidade entre todos, sempre pronta para qualquer situação.
Luna estava tão irritada que sentia o sangue subir. Queria correr até Diego para desabafar, mas lembrou que ele ainda estava atolado de problemas na empresa junto com Marcos Torres. Restou a ela sentar frustrada num cantinho esquecido, pegou o celular e mandou mensagem para Diego.
"Diego, quando você vai voltar pra casa?""
"Já faz dias que você não aparece, fico sozinha na casa da família, tô entediada, e o nosso bebê aqui dentro também sente sua falta."
Ela digitou devagar, enviando a mensagem.
Quanto mais pensava, mais injustiçada se sentia, até que não aguentou e deixou escapar algumas lágrimas.
De repente, ouviu vozes de algumas garotas vindo da esquina.
Ela prendeu a respiração.

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