"Tok, tok—"
A empregada bateu na porta, como de costume.
A porta se abriu, e André apareceu só de roupão, o rosto fechado, sem esperar que a empregada perguntasse sobre o café da manhã. Com a voz fria, falou:
"Ontem à noite, alguém roubou meus abotoaduras. Vá investigar, quero todo mundo procurando."
"Oi? Sim, senhor!"
A empregada levou um susto.
Logo pensou: se algo do Sr. André sumiu durante o churrasco de família, não era coisa pequena!
Desceu apressada para resolver o problema.
André virou-se, ouvindo o barulho do chuveiro cessar abruptamente no banheiro.
Pouco tempo depois,
Jessica saiu vestida com roupas secas, cobrindo quase todo o corpo; o cabelo ainda úmido, não totalmente seco.
Primeiro olhou para André, depois entrou rapidamente no closet ao lado e fechou a porta com força.
As orelhas de André ardiam. Encostado na parede, massageou o braço dolorido e roxo, sem dizer nada.
Mesmo com o tapete macio no quarto,
não evitou que, ao ser jogado da cama, seus braços ficassem marcados de roxo pelas roupas espalhadas no chão, latejando de dor.
Era estranho.
Ele sempre se achou uma pessoa com autocontrole.
Mesmo sob efeito do remédio, tinha dado a Jessica tempo suficiente para sair.
Se ela quisesse, mesmo um pouco tonta, ela poderia ter deixado o quarto, largando-o ali sozinho.
Mas por que Jessica não se recusou?
Mil respostas passaram por sua cabeça.
Nenhuma garantia de que Jessica realmente sentia algo por ele.
O rosto de André ficou ainda mais sombrio.
Até Jessica sair do closet, jogando furiosa dois vestidos perfeitamente combinados no sofá.
Na hora, André se endireitou.
Sabia que não tinha feito nada errado no closet.

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