Elisa estreitou os olhos. — O Sr. Mateus e a Kátia eram namorados.
— O quê?! — Todos prenderam a respiração, chocados.
Alguém não conseguiu se conter e disse, ansioso: — Então, o Sr. Mateus e a Valéria juntos significa que ele a...
Traiu!
Elisa zombou. — E não é só isso. A Kátia largou os estudos para ajudar o Mateus a começar a empresa. Ela lutou por cinco anos para levantar os negócios. O Mateus planejava dar o cargo de vice-diretora para a Kátia, mas, em vez disso, ele deu o título para a Valéria.
— Tudo porque a Valéria era a sua preferida.
— E mais, este mês era para ser o noivado do Mateus e da Kátia, mas então... vocês sabem, a Kátia saiu, e essa tal preferida, a Valéria, ficou grudada no Mateus.
Após ouvirem, todos ficaram em silêncio.
Momentos depois, uma onda de xingamentos ecoou pela sala.
— Caramba, faz tempo que não vejo um canalha desse nível!
— Canalha e vadia, que fiquem juntos para sempre e não saiam para atormentar outras pessoas!
— Não, não, eu tenho que espalhar a história desses dois. Quero ver se ela ainda vai ter coragem de se passar por intelectual!
Depois daquela noite, a reputação e a imagem de Valéria no Grupo Vanguarda despencaram.
Enquanto isso, ela estava em casa, falando ao telefone com André, que estava do outro lado do oceano.
A risada descontraída de André veio pelo telefone.
Ele deu uma longa tragada no cigarro. — Como você pode ter certeza de que eu vou aceitar suas condições?
Valéria também riu, brincando com uma mecha de cabelo enquanto falava.
— Se não me engano, você tem uma irmã em Cidade Y, chamada Beatriz Nunes, certo?
A respiração de André, do outro lado da linha, parou.
— Ah, parece que minhas informações estão corretas. — Valéria sorriu.
— O que você quer fazer? — A voz de André estava gélida, um sinal de sua raiva.
— Não se preocupe. Contanto que você se comporte, você e sua irmã ficarão bem.
A pessoa do outro lado da linha respirou fundo.
— Não se esforce tanto. Se não passar, não tem problema.
Kátia sorriu. — Mãe, não se preocupe comigo. Eu aguento.
Enquanto mãe e filha conversavam, a campainha tocou de repente.
Vanusa se levantou para abrir a porta e exclamou: — Franciely, o que faz aqui? Já jantou?
Franciely não disse nada e entrou com uma expressão furiosa.
Ela jogou a bolsa com força no sofá. — Kátia, você é uma sem-vergonha!
Na cozinha, Vanusa, que estava servindo o arroz, tremeu e quase deixou a tigela cair. Ela correu para a sala e disse, franzindo a testa: — Franciely, como você pode xingar assim!
Que tipo de lugar era a família Melo? Desde que Franciely voltou para lá, ela se tornou cada vez mais estranha.
Antes, pensavam que era por ser jovem e imatura, mas agora a ouviam xingar.
E xingar a irmã com quem cresceu.
Vanusa ficou completamente chocada.

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