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Sabia que Assediar a Noiva dos Outros é Ilegal? romance Capítulo 150

Elisa estreitou os olhos. — O Sr. Mateus e a Kátia eram namorados.

— O quê?! — Todos prenderam a respiração, chocados.

Alguém não conseguiu se conter e disse, ansioso: — Então, o Sr. Mateus e a Valéria juntos significa que ele a...

Traiu!

Elisa zombou. — E não é só isso. A Kátia largou os estudos para ajudar o Mateus a começar a empresa. Ela lutou por cinco anos para levantar os negócios. O Mateus planejava dar o cargo de vice-diretora para a Kátia, mas, em vez disso, ele deu o título para a Valéria.

— Tudo porque a Valéria era a sua preferida.

— E mais, este mês era para ser o noivado do Mateus e da Kátia, mas então... vocês sabem, a Kátia saiu, e essa tal preferida, a Valéria, ficou grudada no Mateus.

Após ouvirem, todos ficaram em silêncio.

Momentos depois, uma onda de xingamentos ecoou pela sala.

— Caramba, faz tempo que não vejo um canalha desse nível!

— Canalha e vadia, que fiquem juntos para sempre e não saiam para atormentar outras pessoas!

— Não, não, eu tenho que espalhar a história desses dois. Quero ver se ela ainda vai ter coragem de se passar por intelectual!

Depois daquela noite, a reputação e a imagem de Valéria no Grupo Vanguarda despencaram.

Enquanto isso, ela estava em casa, falando ao telefone com André, que estava do outro lado do oceano.

A risada descontraída de André veio pelo telefone.

Ele deu uma longa tragada no cigarro. — Como você pode ter certeza de que eu vou aceitar suas condições?

Valéria também riu, brincando com uma mecha de cabelo enquanto falava.

— Se não me engano, você tem uma irmã em Cidade Y, chamada Beatriz Nunes, certo?

A respiração de André, do outro lado da linha, parou.

— Ah, parece que minhas informações estão corretas. — Valéria sorriu.

— O que você quer fazer? — A voz de André estava gélida, um sinal de sua raiva.

— Não se preocupe. Contanto que você se comporte, você e sua irmã ficarão bem.

A pessoa do outro lado da linha respirou fundo.

— Não se esforce tanto. Se não passar, não tem problema.

Kátia sorriu. — Mãe, não se preocupe comigo. Eu aguento.

Enquanto mãe e filha conversavam, a campainha tocou de repente.

Vanusa se levantou para abrir a porta e exclamou: — Franciely, o que faz aqui? Já jantou?

Franciely não disse nada e entrou com uma expressão furiosa.

Ela jogou a bolsa com força no sofá. — Kátia, você é uma sem-vergonha!

Na cozinha, Vanusa, que estava servindo o arroz, tremeu e quase deixou a tigela cair. Ela correu para a sala e disse, franzindo a testa: — Franciely, como você pode xingar assim!

Que tipo de lugar era a família Melo? Desde que Franciely voltou para lá, ela se tornou cada vez mais estranha.

Antes, pensavam que era por ser jovem e imatura, mas agora a ouviam xingar.

E xingar a irmã com quem cresceu.

Vanusa ficou completamente chocada.

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