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Sabia que Assediar a Noiva dos Outros é Ilegal? romance Capítulo 177

Kátia abriu o arquivo.

A experiência de trabalho era excelente.

Ela olhou a formação: graduado nas melhores universidades de ciência da computação, tanto no país quanto no exterior.

Um talento raro.

Então, ela olhou a foto.

Impressionante. Ele também era um homem bonito, com sobrancelhas grossas, olhos grandes e uma aparência madura e estável, quase no mesmo nível de Nilton.

Espera, que estranho. Por que, ao elogiar a beleza de outro homem, ela o comparou instintivamente com Nilton?

Kátia tocou as bochechas, que coravam, e balançou a cabeça.

Agora, o mais importante era o trabalho e os estudos.

Quanto a relacionamentos, ela não queria pensar nisso por enquanto.

Dois dias depois, o belo homem de sobrancelhas grossas veio à empresa para a entrevista.

— Olá, sou Isaías Neves.

— Olá, sou Kátia.

Eles conversaram por mais de quarenta minutos na sala de reuniões, e a conversa fluiu muito bem.

No entanto, por se tratar de uma posição técnica, Kátia havia preparado um teste escrito e pediu que ele o resolvesse na hora.

Eram cinco problemas de programação, de dificuldade considerável, que Kátia havia baixado de sites estrangeiros e adaptado.

Isaías terminou tudo em menos de uma hora.

Kátia revisou o código. Estava excepcionalmente limpo e bem escrito.

Ela se levantou e apertou a mão de Isaías.

— Parabéns, você passou. Estaria disponível para começar amanhã?

Amanhã era o último dia útil do ano, seguido pelo feriado de Ano Novo.

Para um talento como ele, Kátia queria que começasse o mais rápido possível.

Isaías respondeu, sem jeito:

— Desculpe, acabei de voltar da Capital e preciso visitar minha família amanhã.

Nesse caso, ele só poderia começar depois do Ano Novo.

Kátia o acompanhou pessoalmente até o elevador.

Ao se virar, encontrou Pedro, o líder da equipe de entrega.

Pedro ajustou os óculos e sorriu.

— Kátia, aquele era nosso futuro colega, certo?

— Sim. — Kátia não pretendia esconder, já que ele começaria logo após o feriado. — É o novo arquiteto que contratamos. Ele deve começar depois do Ano Novo e será responsável por todo o trabalho de P&D da empresa.

Dito isso, Amélia bateu o contrato na mesa com um som seco.

— Bom trabalho. Beba um pouco de água. Hoje o jantar é por minha conta, um banquete. Pode escolher o que quiser. — Kátia disse, sorrindo, enquanto pegava o contrato.

Ao ouvir a palavra "banquete", os olhos de Amélia brilharam.

— Eu quero a melhor picanha, lagosta, moqueca capixaba, e também um pato assado, um frango caipira, um ganso...

Kátia ficou sem reação.

Pedir para escolher o que comer não era um convite para recitar um cardápio inteiro.

As duas se olharam e caíram na risada.

Após o trabalho, foram ao restaurante mais sofisticado da região.

Perto do Ano Novo, o lugar estava lotado.

Não havia mais salas privadas, então tiveram que se sentar no salão principal.

Amélia estava faminta e não se importava com onde sentaria.

Assim que se acomodou, começou a pedir.

Kátia riu.

— Pode pedir. Eu vou ao banheiro.

No banheiro, ela encontrou Franciely.

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