Após o jantar, todos se despediram na porta.
Vicente finalmente encontrou uma oportunidade para falar com Kátia.
— Quer uma carona? — Ele perguntou.
Kátia balançou a cabeça.
— Não precisa, eu vim de carro.
De repente, ela se lembrou que ainda não havia devolvido o cachecol dele e esfregou a têmpora.
— O cachecol, eu te entrego da próxima vez.
Os lábios finos de Vicente se curvaram em um leve sorriso.
— Não tenha pressa.
— Certo, até mais.
— Até mais.
Assim que Kátia se foi, Valéria se aproximou.
Ela se virou para Vicente e perguntou:
— O que você estava conversando com a Kátia?
Os olhos de Vicente se tornaram impenetráveis.
— Nada.
Dito isso, ele se virou, entrou no carro e foi embora.
Valéria sabia que Kátia havia cuidado do projeto do Grupo Leite quando trabalhava lá.
Então, era natural que Vicente e Kátia se conhecessem.
Aqueles poucos segundos foram apenas uma troca de gentilezas.
Valéria suspirou aliviada.
Embora considerasse Vicente apenas um amigo, agora que ela e Kátia estavam em lados opostos, ele, como amigo dela, deveria ficar do seu lado.
Uma semana depois, o recesso de início de ano começou.
Amélia apareceu para perguntar a Kátia quais eram seus planos para o feriado e se ela queria viajar. Kátia sorriu.
— Não, vou ficar em casa durante o feriado.
— Que caseira! — Comentou Amélia.
— Tudo bem, então. Eu vou viajar para o exterior por alguns dias. Trarei um presente para você.
— Obrigada.
Amélia saiu do escritório e, por acaso, encontrou Isaías.
Seus olhares se cruzaram, e Amélia foi a primeira a desviar o seu.
Veja a Kátia: foi traída por um namorado de sete anos e seguiu em frente com elegância, virando a página.
Por que ela estava sendo tão dramática?
Com esse pensamento, Amélia sentiu um grande peso ser tirado de seus ombros.
Sim, a partir de agora, aquele homem era apenas um colega de trabalho.
— Algum plano para o feriado? — Isaías olhou para ela, como se estivesse conversando com um colega.
Amélia riu por dentro.
Por que ela estava tão nervosa antes? Ele realmente a via apenas como uma colega. Acorda!
Ela rapidamente se adaptou ao seu novo papel.
Com um sorriso educado, respondeu:
— Nenhum plano em especial.
O elevador chegou ao primeiro subsolo. A porta se abriu e Amélia saiu.
Seus saltos altos ecoavam no piso de cimento do estacionamento.
Ela olhou ao redor, procurando por seu carro, mas não conseguiu encontrá-lo.
Droga, onde foi que ela estacionou de manhã?

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