Ao anoitecer, o grupo de Valéria foi jantar no hotel ao pé da montanha. Depois do jantar, eles jogaram cartas por um tempo.
Somente de madrugada todos se levantaram para voltar aos seus quartos.
Nesse momento, Franciely veio de fora. — Já vão para os quartos?
— Eu vi que vocês pareciam cansados de tanto jogar e imaginei que estivessem com sede, então preparei alguns sucos.
Depois de dizer isso, ela serviu os sucos a eles.
Valéria a observou por um momento.
Estava satisfeita com sua atitude prestativa naquela noite.
— Ótimo, vamos beber o suco antes de dormir. Obrigada.
Franciely sorriu. — Não foi nada, é o mínimo que eu podia fazer.
Em seguida, nervosamente, ela entregou os copos de suco a Mateus e Heitor.
Quando chegou a vez de Vicente, sua mão tremeu e um pouco da bebida derramou na mão dele.
— Desculpe, deixe-me limpar.
Mas não havia toalhas ou guardanapos por perto, então Franciely correu para buscar uma toalha.
Valéria balançou a cabeça. — Essa garota ainda é tão desajeitada.
Heitor viu Vicente segurando o suco sem beber. — Se não vai beber, me dê. Estou morrendo de sede.
— Tome. — Vicente lhe entregou o copo.
Ele não tinha o costume de beber coisas doces antes de dormir.
Pouco depois, Franciely voltou com guardanapos para Vicente, que os pegou e agradeceu com uma voz suave.
Franciely olhou para o lado e viu os três copos vazios sobre a mesa.
Por um momento, sentiu-se atordoada.
Até a voz dele era tão agradável.
Esta noite...
Pensando nisso, Franciely sentiu o rosto e as orelhas queimarem.
Valéria a encarou. — No que está pensando? Seu rosto está todo vermelho.
Franciely balançou a cabeça rapidamente. — N-não é nada.
Os outros não pensaram muito nisso e subiram para seus quartos.
Franciely demorou um pouco, ficando para trás dos três.
Os quartos dos quatro ficavam no mesmo andar, e o de Franciely era vizinho ao de Vicente.
Ao voltar para seu quarto e fechar a porta, Franciely sentou-se na cama, sentindo os segundos passarem como anos.
Sem saída, ela recorreu a este plano.
Franciely olhou para sua barriga; ainda não fazia um mês. Se o plano de hoje desse certo, depois ela insistiria que o pai da criança era Vicente. Então, ela se tornaria a Sra. Leite!
Sra. Leite...
Ao pensar nesse título maravilhoso, Franciely parou de beber o vinho. Álcool não faria bem para o feto.
Ela olhou para o relógio novamente.
Com um leve sorriso nos lábios, foi até o quarto ao lado e bateu suavemente na porta.
Ela pensou que precisaria de uma desculpa, mas, para sua surpresa, antes que pudesse dizer uma palavra, um braço forte a puxou para dentro.
No quarto escuro como breu, o coração de Franciely batia descontroladamente.
— Eu...
Ela mal conseguiu emitir um som antes de ser jogada em uma cama macia.
Em seguida, um corpo quente e masculino a cobriu.
Franciely exultou por dentro.
Ela sussurrou: — V-vá com calma, eu tenho medo de sentir dor.
Não souberam até que horas a noite se estendeu, mas os dois adormeceram profundamente.

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