No dia seguinte, Kátia desceu para pegar os remédios da mãe e encontrou Vicente inesperadamente.
Fazia muito tempo que não se viam, principalmente porque Kátia o estava evitando.
Mas, encontrando-o cara a cara, não havia como fugir.
— Oi — Kátia o cumprimentou, sem graça. — Há quanto tempo.
Vicente ergueu uma sobrancelha. — Sim, há quanto tempo. Principalmente porque certa pessoa anda se escondendo de mim.
O tom de queixa deixou Kátia sem saber o que responder.
Ela baixou a cabeça, fingindo-se de desentendida. — Estive muito ocupada. Desculpe, preciso ir.
Vicente a viu caminhar em direção ao prédio de internação, franziu a testa, pensou por alguns segundos e pegou o celular.
— Alô, tio. Preciso de um favor seu. É importante, diz respeito à felicidade do seu sobrinho para o resto da vida.
De volta ao quarto, Kátia serviu um copo de água morna e ajudou a mãe a tomar os remédios.
— O dia está lindo hoje. Mais tarde, podemos descer para uma caminhada — disse Vanusa, sorrindo, depois de tomar os comprimidos.
— Certo — Kátia concordou.
Nesse momento, a porta do quarto se abriu.
Vários médicos e enfermeiros entraram. O que liderava o grupo era o médico responsável por Vanusa, que agora se reportava a um outro médico no centro do grupo, com uma atitude muito respeitosa.
O médico do centro ouvia e assentia, fazendo comentários ocasionais, claramente alguém de alto escalão, uma autoridade.
Kátia achou seu rosto familiar.
— Luciano? — Vanusa, da cama, o reconheceu imediatamente. Era o médico especialista que já a havia atendido antes.
Kátia também se lembrou de quem era Luciano.


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