A enfermeira, com uma bandeja de curativos, primeiro desinfetou o dedo de Kátia e depois o enfaixou com gaze.
Vicente franziu a testa. — É só isso? Não vai infeccionar?
A enfermeira respondeu com um tom resignado: — Não vai. A resistência de um adulto não é tão fraca quanto você pensa.
Em seguida, a enfermeira olhou de Vicente para Kátia, pensando consigo mesma: "Nossa, outro cara bonitão. É como dizem: para umas, nada; para outras, tudo."
Depois de mais um tempo, o celular de Vicente começou a tocar insistentemente. Ele não atendeu, apenas desligou e o colocou virado para baixo na mesa.
Kátia não aguentou e tomou a iniciativa: — Você parece estar ocupado. Se estiver, não vamos tomar mais do seu tempo.
— Kátia! — Vanusa a repreendeu com o olhar e depois se virou para Vicente, sem graça. — Vicente, não se importe. Minha filha é muito direta ao falar.
— Tudo bem, senhora, não me importo. — Vicente sorriu e se levantou. — Bem, não vou mais incomodá-la.
— Ora, que isso, meu filho, de forma alguma é um incômodo. Kátia, acompanhe o Vicente. — Vanusa lançou um olhar insistente para a filha.
Kátia, resignada, levantou-se e o acompanhou até a porta.
No andar de baixo, Kátia respirou fundo. — Obrigada por chamar o Luciano para ver minha mãe hoje. No futuro...
Ela baixou o olhar. — Por favor, não faça mais isso. É melhor mantermos distância.
O olhar de Vicente se entristeceu, compreendendo o significado de suas palavras.
Sua voz soou rouca. — Você tem um novo namorado?
Kátia hesitou. — Não.
— Então, por que eu não posso tentar te conquistar?
Uma sensação de impotência a invadiu. Kátia suspirou. — Você acha que temos alguma chance? Meu relacionamento de sete anos com Mateus terminou de uma forma tão humilhante. Você é o melhor amigo dele. Como eu poderia te encarar?
— Eu não me importo.


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